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Associação regional de vistorias contesta denuncia da nacional sobre contratação da Ice pelo Detran

Contestada pela Associação Nacional das Empresas de Perícias e Vistorias Veiculares (Anpevi), a contratação da empresa Ice Cartões, por mais de R$ 60 milhões, foi defendida nesta quarta-feira (24) pela Associação das Empresas de Vistorias do Estado de Mato Grosso do Sul. A associação foi criada exatamente para representar as empresas credenciadas para vistorias no […]

Arquivo Publicado em 24/07/2013, às 20h22 - Atualizado em 26/04/2018, às 17h52

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Contestada pela Associação Nacional das Empresas de Perícias e Vistorias Veiculares (Anpevi), a contratação da empresa Ice Cartões, por mais de R$ 60 milhões, foi defendida nesta quarta-feira (24) pela Associação das Empresas de Vistorias do Estado de Mato Grosso do Sul.


A associação foi criada exatamente para representar as empresas credenciadas para vistorias no Detran de Mato Grosso do Sul e alegou, por meio de comunicado, que as empresas não interferem nas tratativas mantidas pelo órgão estadual, definidas como indispensáveis para continuação das atividades.


O documento é assinado por José Renato Cantadori, diretor-presidente da Assovis-MS.
Conforme a Anpevi, o Detran realizou a contratação da empresa Ice Cartões Especiais Ltda por meio de pregão eletrônico nº 003/2013, sem qualquer divulgação do serviço e em total inobservância a legislação de Vistoria Automotiva.


De acordo com a denúncia, para que não houvesse interesse em participar, por parte das 2,5 mil empresas credenciadas para vistoria veicular em todo o país, o Detran teria colocado como objeto da licitação ‘serviços diversos’.


No edital, consta ‘serviços de solução integrada para registro, validação, controle e monitoramento da verificação de conformidade automotiva’. Entretanto, segundo a denúncia, na verdade o objeto do edital da ‘nebulosa’ licitação seria a realização de vistorias automotivas.


Assim, “devido a ‘máscara’ apenas a Ice Cartões pode participar da licitação, já que a informação era de que seriam serviços de impressão de documentos, os quais exigem uma certificação específica, e esta ‘felizarda’ levou um contrato de mais de 60 milhões anuais”, informa a Anpevi.

Jornal Midiamax