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Após protestos, manifestantes programam greve geral para o primeiro dia de julho

Depois dos atos públicos e protestos que tomaram conta do Brasil nas últimas duas semanas, milhares de brasileiros, entre eles sul-mato-grossenses, se preparam para uma greve geral na próxima segunda-feira, 1º de julho de 2013. Como as primeiras manifestações, a greve também é organizada pela rede social Facebook e já conta com 1.473 pessoas em […]

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 14h49

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Depois dos atos públicos e protestos que tomaram conta do Brasil nas últimas duas semanas, milhares de brasileiros, entre eles sul-mato-grossenses, se preparam para uma greve geral na próxima segunda-feira, 1º de julho de 2013. Como as primeiras manifestações, a greve também é organizada pela rede social Facebook e já conta com 1.473 pessoas em Campo Grande. No evento nacional, esse número passa de um milhão.
A Greve Geral do Brasil, como foi definida, está marcada para acontecer às 12h. O evento no Facebook chama todos os participantes para protestarem em frente à Câmara Municipal de cada cidade. “Vamos mostrar ao governo que quem faz um país é o povo, e não os políticos. Unidos podemos fazer esse país mudar. Ou o governo nos respeita, ou paramos de jogar”, diz a mensagem de convite aos usuários da rede.
Na descrição do evento regional, a mensagem de convite para o movimento grevista diz que três dias de manifestações foi insuficiente e que os protestos devem continuar. “10 centavos é muito pouco para o povo trabalhador que ganha pouco e a suspensão do café da manhã de luxo não é nada comparado aos altos gastos e salários da nossa Câmara de Vereadores”, informa o evento.
Entre as principais reivindicações da rede social estão os pedidos pelo fim da corrupção, aumento do salário mínimo, melhores condições de trabalho, auditoria no orçamento dos governos, melhorias no transporte público, nas estradas, saúde, educação, entre outros.
Na lista das cidades brasileiras que prometem aderir à greve geral está Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e outras. Esses municípios estão entre os que aderiram ao movimento, pelo menos na internet.
O movimento parece ser muito bonito, mas deve esbarrar em alguns percalços. Segundo o presidente da Feserp-MS (Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado), Rudney Vera de Carvalho, decidir por uma greve geral não é tão simples como aparenta ser.
“O correto é fazer uma assembleia geral com todos os setores antes para saber quais são as reivindicações da categoria. Tem que chamar os servidores da base para se decidir juntos”, afirmou.
Rudney contou que até o momento não recebeu nenhuma informação de organização de greve por parte de sindicatos de servidores públicos de Mato Grosso do Sul. Ele também lembrou que para ter legitimidade, o movimento grevista tem que ser anunciado com 72 horas de antecedência e estabelecer outros processos legais. “Acredito que esse movimento não vai dar em nada”, disse.
O secretário de relações de trabalho da CUT-MS (Central Única dos Trabalhadores), Alexandre Costa, também contou que nenhum sindicato do Estado recebeu orientações sobre a greve do dia 1º de julho. “A CUT não discutiu nada sobre esse movimento. Não temos nenhuma informação das centrais que a greve deve ser estabelecida”, contou.
Segundo os líderes sindicais, provavelmente, o movimento social, intitulado de grevista, deve se tornar apenas mais um protesto daqueles que desejam mudar o Brasil e lutar contra a corrupção dos governantes, prefeitos, governadores, vereadores e até presidentes.
Jornal Midiamax