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Ambulantes denunciam monopólio privado na exploração dos terminais de ônibus

Os vendedores ambulantes que trabalham nos sete terminais de ônibus de Campo Grande realizaram uma reunião ontem para cobrar o direito ao trabalho com o qual sustentam suas famílias e denunciar o que consideram monopólio na exploração dos terminais de ônibus. Os ambulantes estão se organizando numa associação e querem regulamentar o trabalho, inclusive pagando […]

Arquivo Publicado em 26/03/2013, às 20h14

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Os vendedores ambulantes que trabalham nos sete terminais de ônibus de Campo Grande realizaram uma reunião ontem para cobrar o direito ao trabalho com o qual sustentam suas famílias e denunciar o que consideram monopólio na exploração dos terminais de ônibus.



Os ambulantes estão se organizando numa associação e querem regulamentar o trabalho, inclusive pagando taxa para a prefeitura se for o caso. “Nós queremos trabalhar, só isso. Se for preciso pagar taxa para a prefeitura nós vamos pagar. O que não pode é nos tratar como marginais, tomando nossas mercadorias e usando até de violência”, disse uma vendedora que trabalha há 15 anos como ambulante nos terminais.



A truculência, e até uso da força física, foi confirmada por várias pessoas presentes na reunião e que foram submetidas a maus-tratos. Alguns ambulantes, inclusive mulheres, chegaram a ser presos. Segundo os ambulantes, a gestão passada foi reincidente nessa prática repressiva, com apreensão de mercadorias, uso da força e ameaças.



Um senhor de 66 anos fez questão de levar para a reunião um quadro com a foto da família para mostrar para o vereador Zeca do PT e, emocionado, afirmou que “criei meus sete filhos, sustentei minha família vendendo quebra-queixo, agora não querem deixar a gente trabalhar”. Outro, afirmou não querer ser “clandestino”, mas simplesmente trabalhar de forma honesta. “Não estamos roubando. Não somos bandidos”.



Para uma senhora, que trabalha há cerca de 25 anos como ambulante, eles teriam dificuldade para encontrar outro serviço. “Não temos como conseguir outro emprego. Como a gente vai viver?” Outro ambulante, disse, enfático, que “se investigar essa licitação e o contrato com a empresa que tem direito aos terminais, vão ver que tem coisa cabeluda aí”.



Convidado para participar da reunião, o vereador Zeca do PT se comprometeu em intermediar negociação com a prefeitura. Para Zeca, existe a questão social que precisa ser avaliada que é da garantia ao trabalho e renda “e há necessidade de uma regulamentação que leve em conta isso.”

Jornal Midiamax