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Alonso cobra Pirelli e cogita boicote: “Se não resolver, é impossível correr”

O espanhol Fernando Alonso ficou assustado com os problemas apresentados pelos pneus durante o Grande Prêmio de Silverstone, no último fim de semana. O bicampeão mundial disse confiar nas providências da Pirelli, fornecedora dos compostos, para que os incidentes não se repitam, mas deixou em aberto a possibilidade de boicote ao GP da Alemanha, neste […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 16h50

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O espanhol Fernando Alonso ficou assustado com os problemas apresentados pelos pneus durante o Grande Prêmio de Silverstone, no último fim de semana. O bicampeão mundial disse confiar nas providências da Pirelli, fornecedora dos compostos, para que os incidentes não se repitam, mas deixou em aberto a possibilidade de boicote ao GP da Alemanha, neste domingo, caso haja qualquer tipo de ameaça.


“Não temos porque pensar que não vão solucionar os problemas. Não gostamos nada do que vimos em Silverstone e não queremos voltar a ver. Haverá mudanças por parte da Pirelli e a confiança é máxima. Caso não resolvam os problemas, é impossível disputar a corrida com esse perigo”, afirmou o espanhol.


Nesta quinta-feira, a Ferrari anunciou que seus dois pilotos principais participarão da sessão de testes para novatos que ocorrerá entre os dias 17 e 19 de julho em Silverstone, na Inglaterra, permitida pela FIA para uma melhor avaliação dos pneus. Alonso, porém, não se mostrou animado com a ideia e afirmou que não pretende integrar a atividade.


“Não tenho intenção de ir aos testes de Silverstone. Lógico que, se a Ferrari me obrigar, deverei ir, porque é minha equipe. Mas provar protótipos de pneus no mesmo circuito, com os mesmos carros, onde ocorreram problemas de segurança não é minha intenção. Não sou piloto de testes da Pirelli”, comentou Alonso.


O GP de Silverstone, no último domingo, ficou marcado pelo estouro de cinco pneus durante a prova. Alonso não teve problemas, mas quase foi atingido por pedaços do composto do carro de Sergio Perez, da McLaren, que estava à sua frente.


“Decidi de antemão passar pela direita. Se passo à esquerda, teria sido diferente. Se me acerta a peça da roda que saiu de Checo a 300 km/h, teria entrado pela frente do capacete e saído por trás. Não tinha tanta massa quanto a porca de Felipe [Massa, atingido em 2009], mas poderia ter ocorrido muito estrago”, disse Alonso.

Jornal Midiamax