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UFGD desenvolve tecnologia para a produção de barras de cereais sem conservantes

Das mãos de pesquisadores para o campo. As frutas do cerrado típicas de Dourados como a macaúba e a guavira são os principais ingredientes de produtos alimentares que vão levar sabor e saúde a mesa dos douradenses além de tecnologia e renda no campo. O Grupo de Estudos em Produtos e Processos Agroindustriais do Cerrado […]

Arquivo Publicado em 19/12/2012, às 18h09

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Das mãos de pesquisadores para o campo. As frutas do cerrado típicas de Dourados como a macaúba e a guavira são os principais ingredientes de produtos alimentares que vão levar sabor e saúde a mesa dos douradenses além de tecnologia e renda no campo.



O Grupo de Estudos em Produtos e Processos Agroindustriais do Cerrado (Geppac), formado por docentes e estudantes de Engenharia de Alimentos e mestrado de Biologia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desenvolveu tecnologia para a produção de barras de cereais sem conservantes.



O produto fica até 4 meses em condições apropriadas para o consumo. A pesquisadora e docente da UFGD, Eliana Janet Sanjinez Argandoña, que lidera o grupo de pesquisa diz que a descoberta da utilização da Macaúba e da Guavira pode causar uma revolução no campo tendo em vista que a produção se torna mais eficaz e barata, o que impulsiona a comercialização e geração de renda.



A pesquisa começou em 2007 com a produção da farinha da macaúba sem glúten, através da secagem da polpa, moagem e peneiração. No caso das barras de cereais, as técnicas estão relacionadas a desidratação osmótica da polpa e solução em sacarose, impedindo os conservantes químicos. “O objetivo é levar alternativas para pessoas alérgicas ao glúten e aos conservantes, mantendo toda a riqueza energética da fruta”, observando que estes produtos visam também atender a públicos específicos como pessoas celíacas, diabéticas e alérgicas a aditivos químicos.



Os resultados encontrados mostram que a maioria dos frutos apresenta carotenóides, que são pigmentos na maioria amarelos, estes no intestino e no fígado se transformam em vitamina A. Essa vitamina exerce numerosas funções no organismo como: ação protetora da pele, no funcionamento normal da visão, sua deficiência prolongada pode provocar cegueira.



A vitamina C é outra vitamina presente nos frutos nativos ácidos, a deficiência desta vitamina causa o escorbuto ou sangramento de gengivas que pode levar à perda dos dentes. Causa também dores nas articulações e inchaço nos membros inferiores. Entre os minerais encontrados destaque para o cálcio, fósforo, magnésio.



A pesquisa definiu ainda padrões de técnica e qualidade, que são previstos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Agora é hora de repassar as técnicas desenvolvidas no campo universitário para o meio rural. Acreditamos que o município tem potencial para produzir e exportar estes produtos em curto espaço de tempo”, destaca. A pesquisa tem o apoio da UFGD, Proex, Cnpq, Proext e Governo Federal.


Jornal Midiamax