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Trem atinge ônibus escolar e mata 47 crianças no Egito

Ao menos 47 crianças com idade entre 4 e 6 anos morreram neste sábado (17) no Egito após o ônibus no qual viajavam ser atingido por um trem em uma passagem de ferrovia na província de Asiut (centro do país), informou o governador Yehya Keshk. O operador do sinal ferroviário teria adormecido. O ministro dos […]

Arquivo Publicado em 17/11/2012, às 14h52

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Ao menos 47 crianças com idade entre 4 e 6 anos morreram neste sábado (17) no Egito após o ônibus no qual viajavam ser atingido por um trem em uma passagem de ferrovia na província de Asiut (centro do país), informou o governador Yehya Keshk. O operador do sinal ferroviário teria adormecido.



O ministro dos Transportes, Rashad al-Metini, renunciou após a tragédia, afirmando que aceita a responsabilidade, enquanto o presidente Mohamed Morsi também aceitou a renúncia do chefe da Autoridade Ferroviária Egípcia.



“São 49 mortos e 18 feridos”, informou o governador da província de Assiut, Yehya Keshk, à rede de televisão estatal.



Além das crianças, morreram o motorista do veículo e uma professora. Outro responsável pelos alunos no acidente também teria morrido.



O ônibus, que transportava 60 crianças em uma excursão organizada pela creche que frequentavam, cruzava uma passagem ferroviária em Manfalut (356 km ao sul do Cairo) quando foi atingido por um trem, por volta das 8h (hora local), informou a polícia.



O funcionário responsável pela travessia – que havia sido deixada aberta – estava dormindo quando o ônibus tentou atravessar os trilhos, informou Keshk. “Ele foi preso, é claro”.



“Há uma equipe de 45 médicos cuidando das crianças feridas”, disse Keshk.



Os pais das crianças tiveram reações furiosas perto da cena do acidente, exigindo a pena de morte para os responsáveis, disse a polícia.



Ministro dos Transportes renuncia



Logo após o acidente, o ministro dos Transportes apresentou sua renúncia ao presidente egípcio, Mohamed Mursi, por sua responsabilidade política no acidente, após ter aceitado a demissão e a investigação sobre o chefe da Empresa Nacional de Ferrovias, Mustafa Qanaui.



O estado das ferrovias egípcias deixa muito a desejar devido à falta de manutenção e a uma gestão ruim. A pior tragédia no país ocorreu em 2002, quando ao menos 360 passageiros morreram no incêndio de um trem.



Os acidentes ferroviários e de trânsito são frequentes no Egito devido à má qualidade dos veículos e das estradas, à imprudência dos motoristas e à má sinalização das vias.



Mursi ordenou que o primeiro-ministro, além dos titulares das pastas de Defesa e Saúde e do governador de Assiut, ofereçam toda a assistência às famílias das vítimas, afirmou a agência de notícias oficial Mena.



“Em meu nome e do povo egípcio, ofereço minhas sinceras condolências às famílias”, informou uma mensagem na conta de Mursi na rede de microblogs Twitter.



O primeiro-ministro, Hisham Qandil, se dirigiu a Assiut, informou o governador Keshk ao site do jornal estatal Al-Ahram.


Jornal Midiamax