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Síria permite entrada de monitores da ONU após fim de bombardeio

Autoridades sírias permitiram que uma equipe de monitores de cessar-fogo da Organização das Nações Unidas (ONU) entrassem na cidade de Homs neste sábado, depois que ativistas da oposição disseram que os bombardeios e os tiros pararam pela primeira vez em semanas. “Uma equipe de observadores foi enviada a Homs e conheceu o governador,” disse o […]

Arquivo Publicado em 21/04/2012, às 12h01

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Autoridades sírias permitiram que uma equipe de monitores de cessar-fogo da Organização das Nações Unidas (ONU) entrassem na cidade de Homs neste sábado, depois que ativistas da oposição disseram que os bombardeios e os tiros pararam pela primeira vez em semanas.


“Uma equipe de observadores foi enviada a Homs e conheceu o governador,” disse o porta-voz da ONU, Khaled al-Masri. “Eles estão visitando bairros da cidade”.


Mas ativistas em Homs disseram que o bombardeio cessou apenas para fazer parecer que o governo estava cumprindo uma trégua, mediada pelo enviado de paz da ONU Kofi Annan. Eles disseram que bombardeios seriam retomados assim que os monitores fossem embora.


Na sexta-feira, dez pessoas foram mortas na terceira maior cidade da Síria e epicentro de uma revolta contra o presidente Bashar al-Assad, após pesado bombardeio das forças governamentais.


As autoridades sírias dizem que estão lutando contra “grupos terroristas armados” e que ainda estão autorizadas a responder atos de agressão para manter a segurança, apesar de ter concordado com um cessar-fogo.


Um vídeo amador postado na Internet na sexta-feira mostrou o bombardeio pesado e explosões em bairros residenciais de Homs.


Na quinta-feira, a Síria e as Nações Unidas assinaram um acordo que estabelece as condições de trabalho dos observadores do cessar-fogo. O acordo estipula “acesso irrestrito” e liberdade para os monitores de viajar e contactar as pessoas.


As Nações Unidas estimam que as forças de Assad já mataram mais de 9 mil pessoas no levante. A Síria diz que militantes estrangeiros mataram mais de 2.600 soldados e policiais.


O Conselho de Segurança da ONU deve votar um projeto de resolução no sábado para autorizar o envio de até 300 observadores militares desarmados para a Síria.

Jornal Midiamax