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Reino Unido elogia disposição iraniana de retomar discussão sobre programa nuclear

O chanceler do Reino Unido, William Hague, elogiou o anúncio do governo iraniano de retomar as negociações sobre o programa nuclear do país. A União Europeia e os Estados Unidos suspeitam que o programa não tem fins pacíficos. “Para nós é importante que as negociações sejam efetivas e nem sempre as negociações anteriores o foram. […]

Arquivo Publicado em 18/01/2012, às 21h43

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O chanceler do Reino Unido, William Hague, elogiou o anúncio do governo iraniano de retomar as negociações sobre o programa nuclear do país. A União Europeia e os Estados Unidos suspeitam que o programa não tem fins pacíficos.

“Para nós é importante que as negociações sejam efetivas e nem sempre as negociações anteriores o foram. Ao mesmo tempo, o Irã vem para as negociações sempre que há possibilidade de sanções”, ponderou o ministro de Negócios Estrangeiros do Reino Unido durante coletiva de imprensa, depois de reunir-se com o Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ali Akbar Salehi, disse que o país pretende retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano suspensas há cerca de um ano. De acordo com Salehi, a data está sendo negociada com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu, pela chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e o chefe dos negociadores iranianos, Said Jalili.

Hague disse ainda que sanções ao Irã podem ser adotadas durante a reunião de chaceleres da União Europeia, marcada para a segunda-feira (23). “Vamos discutir a questão do embargo ao petróleo e há várias possibilidades para a entrada em vigor, mas estamos trabalhando com a data de 27. Contudo, isso será discutido na reunião de segunda-feira”.

Patriota reiterou a posição brasileira de diálogo por meio de vias diplomáticas e disse que o Brasil continua a defender que as sanções sejam decididas no Conselho de Segurança das Nações Unidas e não por países individualmente.

“Há um ceticismo no Brasil e na região em relação ao efeito positivo que sanções, sobretudo aquelas que afetam a população civil, possam ter sobre o encaminhamento de uma questão como essa. Mais ainda um ceticismo sobre o recurso da força antes que todos os esforços diplomáticos tenham se esgotado”.

Jornal Midiamax