Geral

Reboque de navio à deriva no Oceano Índico deve levar 40 horas

A Guarda Costeira italiana informou que o navio Costa Allegra, à deriva no Oceano Índico desde a última segunda-feira (27), deverá levar 40 horas para ser rebocado até Mahé, capital das Ilhas Seicheles, onde vão desembarcar os cerca de mil ocupantes, entre os quais dois brasileiros. A Embaixada do Brasil na Tanzânia já foi acionada […]

Arquivo Publicado em 29/02/2012, às 11h48

None

A Guarda Costeira italiana informou que o navio Costa Allegra, à deriva no Oceano Índico desde a última segunda-feira (27), deverá levar 40 horas para ser rebocado até Mahé, capital das Ilhas Seicheles, onde vão desembarcar os cerca de mil ocupantes, entre os quais dois brasileiros.

A Embaixada do Brasil na Tanzânia já foi acionada e confirmou a presença dos dois brasileiros na embarcação e o provável desembarque para amanhã (1º). No entanto, ainda não está autorizada pelo Itamaraty a revelar os nomes dos dois turistas.

Um incêndio no gerador do navio provocou a perda total de energia pela embarcação. Helicópteros levam comida para o transatlântico, como pão fresco, já que a cozinha não funciona.

Segundo a empresa Costa Cruzeiro, operadora do navio, houve uma mudança de planos quanto à melhor maneira de desembarcar os passageiros. Inicialmente, a ideia era aportar na Ilha Desroches, também em Seicheles. Mas o pequeno porto e a existência de um só hotel tornaram essa opção inviável.

De acordo com a embaixada na Tanzânia, responsável pelo atendimento aos brasileiros em Seicheles, ainda não há informações precisas sobre como será o desembarque em Mahé, assim como sobre as condições de hospedagem e a possibilidade de voos, uma vez que o carnaval na ilha começa no dia 2 de março.

O navio está em um local considerado perigoso por causa da atuação de piratas somalis. Um avião do governo de Seicheles está fazendo sobrevoos para patrulha aérea. O navio conta com nove guardas armados a bordo. Os piratas da região nunca atacaram um navio de cruzeiro.

A operadora Costa Cruzeiro é a mesma do navio Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em janeiro, provocando a morte de 32 pessoas.

Jornal Midiamax