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Prefeito de Paranhos descarta envenenamento de córrego para atingir indígenas

O prefeito de Paranhos – Dirceu Bettoni conversou com o Midiamax sobre a acusação de índios da aldeia Ypo’i de que o córrego que abastece a comunidade teria sido envenenado por produtos químicos e agrotóxicos que podem ser comprados indiscriminadamente junto à divisa com o Paraguai. “Fiquei sabendo da acusação através da mídia, ontem à […]

Arquivo Publicado em 19/11/2012, às 13h40

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O prefeito de Paranhos – Dirceu Bettoni conversou com o Midiamax sobre a acusação de índios da aldeia Ypo’i de que o córrego que abastece a comunidade teria sido envenenado por produtos químicos e agrotóxicos que podem ser comprados indiscriminadamente junto à divisa com o Paraguai.

“Fiquei sabendo da acusação através da mídia, ontem à noite. O pessoal da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) deve estar cuidando para fazer uma análise, coletando a água, pois existe uma lavoura ao redor e é uma área de extrativismo.”, relata.

Bettoni reforça que o acesso ao local é restrito, pois a área está em processo de litígio e é cuidada pela Força Nacional.

“Se foi envenenado pode ser pelas lavouras. Recentemente teve uma vistoria dos antropólogos juntamente com a Força Nacional e Polícia Federal, mas não tem atrito na região. Os pecuaristas estão respeitando a realização dos estudos. Alguns estão dando informações outros não, mas o clima está tranquilo.”.

De acordo com o prefeito a região ainda está processo de estudo e os índio são assistidos pela Funai (Fundação Nacional do Índio), Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e com transporte escolar fornecido pelo município. Cerca de 50 alunos são atendidos pelo transporte escolar oferecido pela Prefeitura.

O prefeito destacou ainda que atualmente estão sendo construídas cinco escolas indígenas em parceria com o Governo Federal e que até maio do ano que vem elas estarão prontas. “Uma para cada aldeia, de quatro e seis salas que vai atender 160 alunos durante um período.”.

Paranhos conta com mais de quatro mil indígenas vivendo nas aldeias, o que equivale a 30% da população. As aldeias ficam entre 12 e 70 km da cidade.

Jornal Midiamax