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Papa Bento XVI inicia visita ao Líbano

O papa Bento XVI iniciará nesta sexta-feira uma visita de três dias ao Líbano, a primeira a este país, em uma viagem para transmitir uma mensagem de paz e confiança aos cristãos e aos povos da região, que passa por mudanças profundas como resultado da chamada Primavera Árabe. A expectativa é que o pontífice chegue […]

Arquivo Publicado em 14/09/2012, às 10h36

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O papa Bento XVI iniciará nesta sexta-feira uma visita de três dias ao Líbano, a primeira a este país, em uma viagem para transmitir uma mensagem de paz e confiança aos cristãos e aos povos da região, que passa por mudanças profundas como resultado da chamada Primavera Árabe.


A expectativa é que o pontífice chegue por volta das 13h45 (7h45 de Brasília) ao aeroporto internacional Rafik Hariri de Beirute, onde o esperarão autoridades políticas e religiosas.


Pela tarde, se transferirá à basílica de São Paulo na cidade de Harisa, onde assinará a Exortação Postsinodal (documento final) do Sínodo de Bispos para o Oriente Médio, realizado em 2010.


O Sínodo, no qual participaram 180 bispos, foi encerrado por Bento XVI com uma chamada à comunidade internacional e aos países do Oriente Médio para que não retrocedam na busca pela paz na região, uma conquista que – assegurou – é “possível e urgente”.


Os prelados, em sua mensagem final, pediram às Nações Unidas e à comunidade internacional que ponham fim, mediante a aplicação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, à ocupação israelense de “diferentes territórios árabes”.


Na mensagem, os prelados rejeitaram o recurso à Bíblia para justificar as “injustiças” e defenderam que a Palestina tenha um Estado próprio, na linha “dois povos, dois Estados” (Israel e Palestina).


A visita é a quarta do papa Joseph Ratzinger ao Oriente Médio, após a viagem realizada à Turquia em 2006, à Terra Santa em 2009 – onde visitou Jordânia, Israel e os Territórios Palestinos – e Chipre em 2010.


No Líbano, país de pouco mais de quatro milhões de habitantes, onde os cristãos são 53,18% da população, a lei reconhece 18 confissões religiosas: 12 cristãs, cinco muçulmanas e a judaica.


A Guarda presidencial, um corpo de elite do Exército que conta com milhares de homens, velará pela segurança do papa durante sua visita, embora todos os serviços de segurança estejam mobilizados.


As permissões para portar armas foram suspensas e a circulação de veículos estará proibida nos trajetos do papa. O tráfego aéreo será interrompido no aeroporto de Beirute tanto na sua chegada como em sua partida.


Os libaneses, de todas as religiões, esperam que esta visita contribua para unificá-los e protegê-los das turbulências da região, especialmente da Síria, que faz com que o país viva ao ritmo do que sucede em seu vizinho, e as palavras mais escutadas são paz, concórdia, segurança, esperança e consolo.


Pela primeira vez, as televisões locais ignoraram os temas políticos controvertidos e reservam seus espaços à visita do sumo pontífice.

Jornal Midiamax