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Moradores interditam avenida para pedir redutor de velocidade onde menino morreu

Desde às 17h, moradores do Aero Rancho interditam a avenida Ernesto Geisel queimando sofás velhos, galhos e pneus à espera do prefeito Nelson Trad Filho ou do diretor presidente da Agetran para garantir que redutor de velocidade seja instalado no local da morte de Weslley Menezes, de 10 anos.

Arquivo Publicado em 14/12/2012, às 21h07

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Desde às 17h, moradores do Aero Rancho interditam a avenida Ernesto Geisel queimando sofás velhos, galhos e pneus à espera do prefeito Nelson Trad Filho ou do diretor presidente da Agetran para garantir que redutor de velocidade seja instalado no local da morte de Weslley Menezes, de 10 anos.

Cerca de 100 moradores do Aero Rancho se reuniram no início da noite desta sexta-feira (14) para fechar a avenida Ernesto Geisel, esquina com a rua Thyrson de Almeida, local onde o menino Weslley Menezes, de 10 anos, morreu atropelado nesta quarta-feira (12) para pedir por um redutor de velocidade no local, que é de fluxo intenso de crianças.


Na região, existem uma escola estadual e dois Ceinfs (Centro de Educação Infantil) e, por isso, a preocupação dos pais das crianças aumentou após o acidente fatal. Antes da morte de Weslley, entretanto, as famílias já tinham protocolado um ofício na Agetran pedindo sinalização e um redutor de velocidade. Eles prometem alimentar o fogo da barreira até a chegada do prefeito Nelson Trad Filho ou de Rudel Trindade, da Agetran, prometendo a instalação de um redutor de velocidade.


“Protocolamos o pedido no dia 17 de agosto deste ano e nos responderam só no dia 21 de setembro”, disse Kedma  Christina Moraes.


Na resposta, assinada pelo diretor presidente da Agetran, Rudel Trindade, a Agência informou que “estava estudando a possibilidade de instalação de redutor de velocidade adequado para  a localidade”.


Lígia Menezes, mãe de Weslley, disse que estava na faixa de pedestres aguardando oportunidade para atravessar no dia do acidente, mas que o menino soltou a mão dela. “Aqui sempre foi assim, a gente está na faixa e tem que esperar o carro passar par a gente passar. Eu estava aguardando, mas meu filho soltou da minha mão e atravessou”.


Ela conta que mesmo após a batida, a mulher que dirigia o carro não freou. “Não era o marido dela quem dirigia, era ela e ela não freou, nem parou para ver o que tinha acontecido”.


A mãe lamenta a perda do filho mais velho, que deixou três irmãos. “Eu não pude fazer nada para salvar meu filho, mas com uma sinalização aqui a gente pode evitar que isso aconteça de novo”.
Equipes da Polícia Militar estão no local acompanhando a manifestação.


Jornal Midiamax