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Mercadante admite que aumento das cotas ‘desafia’ governo a melhorar ensino médio

Durante sua exposição sobre os resultados do “Enem por Escola”, o ministro da Educação Aloizio Mercadante admitiu nesta quinta-feira (22) que o aumento de vagas nas universidades federais obrigará o governo a melhorar o ensino médio nas escolas públicas para terem desempenho e oportunidades semelhantes aos alunos de escolas particulares. “A dificuldade começa a crescer […]

Arquivo Publicado em 22/11/2012, às 21h33

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Durante sua exposição sobre os resultados do “Enem por Escola”, o ministro da Educação Aloizio Mercadante admitiu nesta quinta-feira (22) que o aumento de vagas nas universidades federais obrigará o governo a melhorar o ensino médio nas escolas públicas para terem desempenho e oportunidades semelhantes aos alunos de escolas particulares.



“A dificuldade começa a crescer à medida que aumentamos a cota. Temos um desafio que é melhorar a qualidade do ensino Médio (…..) para garantir que alunos de escolas públicas tenham pleno desempenho nas universidade que vão participar”, destacou o ministro.



De acordo com Mercadante, caso já valesse para este ano, a política de cotas de reservar 12,5% das vagas das universidades federais para alunos que vieram no ensino público, o desempenho dos melhores alunos das escolas públicas já seria superior à média de todos os alunos das escolas da escolas privadas, incluindo os bons e o maus alunos.



Segundo Mercadante, se fosse mantido o percentual de 12,5% para candidatos de escola pública, os estudantes dessa rede teriam desempenho melhor que o desempenho médio dos alunos das escolas privadas. “Os 12,5% melhores da rede pública que estão disputando as cotas nas universidades públicas têm desempenho deles, de 630 pontos é superior à média, bem superior à média do setor da rede privada, que é de 569,2”, disse o ministro.



Em agosto deste ano, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que destina 50% das vagas nas universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. O prazo de adaptação das universidades para a nova lei é de quatro anos. Com isso, metade das vagas será destinada ampla concorrência, e outra metade, reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar.



Mercadante também fez questão de frisar que a pasta está discutindo políticas para assegurar a permanência dos cotistas nas universidades, com a possibilidade de distribuição de bolsas de estudo de permanência para aos alunos de baixa renda e tutoria para auxiliá-los dentro das faculdades caso tenham alguma dificuldade em alguma disciplina.



“O ensino médio tem que melhorar. Há uma grande demanda de educação no Brasil e o Enem é um retrato desta demanda”, concluiu o ministro.


Jornal Midiamax