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Marcha contra corrupção reúne famílias e entidades no Centro de Campo Grande

Cerca de 300 pessoas com camisetas e cartazes, além de vários representantes de entidades, pediram pelo fim da corrupção.

Arquivo Publicado em 21/04/2012, às 14h29

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Cerca de 300 pessoas com camisetas e cartazes, além de vários representantes de entidades, pediram pelo fim da corrupção.

A marcha contra a corrupção marcada para este sábado (21) com concentração na Praça do Rádio Clube saiu por volta das 11h para protestar pelo Centro de Campo Grande. Famílias inteiras e entidades participam do evento.


Cerca de 300 pessoas com camisetas e cartazes pedem o fim da corrupção, além de vários representantes de entidades como a OAB, Fetems, SindJus, Sindicato dos Bancários, arquidiocese e Zeitgeist.


O presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Leonardo Duarte, declarou que a entidade sempre vai apoiar este tipo de manifestação popular.


O corretor de seguros Artur Canteiro, de 62 anos, disse que as pessoas precisam acordar. “Pagamos impostos altos e não temos saúde, educação e nem segurança. Nosso dinheiro está indo para o ralo. O que vamos deixar para os nossos netos?”, questionou.


Estudante, Nara Correa Vargas, de 16 anos, acredita que é preciso ter mais passeatas para que as pessoas tenham noção do que está acontecendo. “Fiquei sabendo da iniciativa pelo meu professor de Filosofia na escola, achei ótima a idéia e vim ver o que acontece nessas manifestações”.


“Apesar da chuva, a indignação continua”, disse Jully Rider, da Comissão da OAB.
Famílias inteiras participaram também da caminhada, como a da administradora Fernanda Franco de Castro, de 33 anos. “Trouxe meus filhos para que eles aprendam o correto e não só fiquem vendo as coisas pela televisão”.


Candidata à vice-governadora em 2008, a advogada Tatiana Ujacow (PDT) sugeriu a criação de mais mecanismos que visem combater a corrupção. Nesse contexto, ela destacou a implantação da Lei da Ficha Limpa. A lei torna inelegível por oito anos o candidato que tiver mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado.


Para Tatiana Ujacow, a mobilização deste sábado é um exemplo “de que está se formando uma nova visão na política”. “E isso tem que vir desde cedo, na educação, para que se mostre onde nasce a corrupção e seus reflexos na sociedade. Só assim poderemos combater a corrupção, no exercício da cidadania, no direito de falar, de expressar sua opinião”, enfatizou.


A marcha passou pela Afonso Pena, 14 de Julho e pela Padre João Crippa. O organizador do evento, Caue Escobar, garante que até o meio do ano as organizações vão fazer visitas surpresas na Câmara Municipal e Assembleia Legislativa. “Precisamos cobrar trabalho de verdade dos políticos”.


(colaborou Marcos Santi)

Jornal Midiamax