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Juiz nega liberdade a sargento que matou e escondeu corpo de mulher em mala

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 1° Vara Criminal de Corumbá, negou o pedido de revogação da prisão do terceiro sargento da Marinha, fuzileiro naval-músico Willian Afonso dos Santos, 29, acusado de ter matado e ocultado o corpo de Greice Soares Roque, 26, em uma mala. O crime aconteceu em novembro e desde então, […]

Arquivo Publicado em 20/12/2012, às 20h57

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O juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 1° Vara Criminal de Corumbá, negou o pedido de revogação da prisão do terceiro sargento da Marinha, fuzileiro naval-músico Willian Afonso dos Santos, 29, acusado de ter matado e ocultado o corpo de Greice Soares Roque, 26, em uma mala. O crime aconteceu em novembro e desde então, o militar está preso preventivamente, em regime fechado, no 6º Distrito Naval de Ladário, onde é lotado.



O magistrado baseou a recusa de liberdade ao réu ao destacar que “o simples fato de ser portador de bons antecedentes e/ou pessoa dedicada ao trabalho, não permite a conclusão, por si só, de que o agente não deve ficar preso preventivamente”.



A decisão cita a aceitação da denúncia do Ministério Público, “evidenciando a existência de indícios suficientes de autoria que recaem na pessoa do requerente”, que é considerado como de alta periculosidade social baseada em decisão anterior que decretou a prisão preventiva. “Diante desse quadro, é forçoso concluir, tal como o Juízo que decretou a prisão preventiva, que o modus operandi utilizado pelo autuado revela intenso destempero e desprezo pela vida humana. Desse modo, é imperioso concluir por sua periculosidade”.



O juiz rebateu a tese de legítima defesa alegada pelo advogado do militar e deixa revelar que, além de tentar se livrar do corpo, o acusado ainda teria tentado fugir. “Conforme apurado, o autuado matou, acondicionou o corpo em uma mala e após cumprir turno de 24 horas na marinha, orquestrou uma tentativa de fuga. Tal comportamento não condiz com o comportamento médio daquele que incidiu em homicídio por legitima defesa”, afirma a decisão judicial.



O crime



Greice foi estrangulada e teve o corpo escondido dentro de uma mala. O crime só foi descoberto porque o acusado tentou se livrar do corpo nas proximidades do lixão – em companhia de outros dois militares – e foi denunciado por moradores da região que estranharam a movimentação e acionaram a PM pelo telefone 190. O fuzileiro confessou a ação durante interrogatório policial ocorrido após ter sido preso em flagrante na tarde do dia 16 de novembro.



As investigações mostraram que o corpo de Greice permaneceu na casa do fuzileiro naval, da noite de quarta (14) até a sexta-feira, dia 16. “Ele deixou o corpo em casa, foi trabalhar, voltou, limpou a casa inteira. Pediu a mala emprestada, onde colocou o corpo na sexta-feira por volta do meio-dia. O corpo permaneceu na cozinha”, disse a delegada Priscila Vieira, responsável pelo caso, ao relatar o que o terceiro sargento havia contado para a Polícia Civil em interrogatório.



De acordo com as informações passadas pela delegada, com base no interrogatório, o pescoço de Greice foi quebrado – após ter sido morta – para que coubesse na mala em posição fetal. O militar disse que houve consumo de drogas por eles e que o homicídio aconteceu por causa de uma discussão e também porque teria sido ameaçado pela mulher, que era garota de programa.


Jornal Midiamax