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Inundações deixam danos e milhares de desabrigados no Paraguai

Militares paraguaios retiravam nesta sexta-feira centenas de famílias afetadas pelas inundações na região do Chaco, em um dos piores desastres naturais dos últimos anos que deixará perdas milionárias para a pecuária e a indústria de laticínios. Além das chuvas intensas registradas nas últimas duas semanas, a construção de diques em propriedades privadas tem impedido o […]

Arquivo Publicado em 21/04/2012, às 22h48

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Militares paraguaios retiravam nesta sexta-feira centenas de famílias afetadas pelas inundações na região do Chaco, em um dos piores desastres naturais dos últimos anos que deixará perdas milionárias para a pecuária e a indústria de laticínios.

Além das chuvas intensas registradas nas últimas duas semanas, a construção de diques em propriedades privadas tem impedido o escoamento da água e agentes das Forças Armadas começaram a dinamitar essas obras em cumprimento a uma ordem judicial.

A Secretaria de Emergência Nacional afirmou que seis pessoas morreram por falta de assistência médica, entre elas um bebê de três meses. O órgão retirou milhares de famílias que ficaram isoladas, sem alimentos, água potável, nem serviços básicos.

“Até agora há 11 mil famílias afetadas em todo o Chaco, inundadas ou isoladas. Muitas dessas comunidades são indígenas (…) ontem (quinta-feira) resgatamos um casal de idosos que estava sobre o telhado de sua casa”, disse a titular da secretaria, Gladys Cardozo, citada pelo jornal ABC Digital.

O Congresso declarou emergência em três departamentos (Estados) do Chaco, que ocupam a chamada Região Ocidental do país, e liberou fundos para dar continuidade às tarefas de resgate. O governo mobilizou centenas de funcionários e militares.

O Ministério da Saúde Pública lançou um alerta epidemiológico pela possibilidade de aparição de casos de cólera ou outras doenças vinculadas à falta de água potável e o tratamento inadequado de resíduos. “Pode haver um aumento importante de doenças infecciosas nas áreas inundadas nas próximas semanas”, advertiu a vice-ministra da Saúde, Raquel Escobar.

Jornal Midiamax