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Formação ofensiva volta a funcionar, e Brasil faz 4 a 0 no Japão

A nova formação ofensiva da Seleção Braseira voltou a funcionar nesta terça-feira, desta vez contra um adversário teoricamente mais difícil. Menos de uma semana após a goleada por 6 a 0 sobre a frágil seleção do Iraque, a equipe comandada por Mano Menezes voltou a atuar sem um centroavante fixo e fez 3 a 0 […]

Arquivo Publicado em 16/10/2012, às 13h07

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A nova formação ofensiva da Seleção Braseira voltou a funcionar nesta terça-feira, desta vez contra um adversário teoricamente mais difícil. Menos de uma semana após a goleada por 6 a 0 sobre a frágil seleção do Iraque, a equipe comandada por Mano Menezes voltou a atuar sem um centroavante fixo e fez 3 a 0 em amistoso contra o Japão em Wroclaw, na Polônia.


Na 23ª colocação no ranking da Fifa (o Brasil ocupa o 14º lugar), os japoneses passaram a merecer ainda mais respeito da Seleção de Mano depois de seu último resultado. O time liderado pelo italiano Alberto Zaccheroni, que está em situação confortável nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2014, vinha de surpreendente vitória por 1 a 0 sobre a França, em Paris.


Contra o Brasil, o Japão sucumbiu com gols de Paulinho, Neymar (2) e Kaká. A Seleção agora terá mais dois testes até o final do ano. Em 14 de novembro, enfrentará a Colômbia nos Estados Unidos. No dia 21, disputará a final do Superclássico das Américas contra a Argentina em La Bombonera, utilizando uma equipe caseira. Já em fevereiro de 2013, a adversária será a Inglaterra, em Wembley.


O jogo – O técnico Mano Menezes estava com a feição tranquila minutos antes de o amistoso com o Japão começar. Seu discurso, no entanto, revelava preocupação. “Eles já não se assustam mais com a Seleção Brasileira”, avisou, sobre os jogadores adversários. De fato, a equipe asiática ficou mais tempo no campo de ataque nos dez minutos iniciais de partida.


Aos 11, contudo, o Brasil conseguiu abrir o placar. Cada vez mais à vontade na Seleção Brasileira, o volante Paulinho se sentiu suficientemente confiante para avançar como costuma fazer no Corinthians. Ele recebeu a bola de Oscar, arriscou um chute de primeira e acertou o canto para dar tranquilidade a Mano Menezes no banco de reservas e a seus companheiros no gramado.


O Japão ainda tentou reagir na sequência, com boas e rápidas troca de passes entre Nakamura, Kiyotake, Kagawa e Honda, porém Paulinho estava inspirado para conter o ímpeto da equipe comandada pelo italiano Alberto Zaccheroni. Aos 15 minutos, o volante voltou a aparecer de surpresa no ataque, driblou o goleiro Kawashima e bateu cruzado. A bola passou muito perto da meta.


Quando Paulinho recuou um pouco para ajudar Ramires na marcação, o árbitro polonês Marcin Borski se incumbiu de colaborar com o ataque da Seleção Brasileira. Kaká foi acionado dentro da área, e a bola resvalou no braço de um defensor japonês (aparentemente, sem intenção). Pênalti – muito contestado pelo Japão. Sem se importar com as reclamações, Neymar cobrou com categoria e conferiu, aos 24.


A vantagem de dois gols soltou os homens de frente da Seleção Brasileira. Oscar, Kaká, Neymar e Hulk passaram a demonstrar a mesma movimentação envolvente da goleada por 6 a 0 sobre o Iraque, apesar do pouco apoio que ganhavam pelas laterais do campo. Os improvisados Adriano e Leandro Castán não subiam muito à linha de fundo, discretos e mais incomodados em ajudar o sistema defensivo.


Com o tempo, o Japão voltou a ser mais presente no ataque, como no início da partida. Mas ainda eram os brasileiros que mais levavam perigo. Em uma das últimas boas oportunidades de gol da primeira etapa, aos 35 minutos, Neymar esperou a chegada de Kaká e rolou a bola. O meia do Real Madrid finalizou colocado e acertou a trave, para aplausos de seus colegas de time.


No intervalo, Zaccheroni tentou corrigir os problemas da seleção japonesa com as entradas de Sakai e Inui nos lugares de Uchida e Nakamura. Não adiantou. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Neymar matou a bola no peito após cobrança de escanteio e, mesmo desequilibrado, conseguiu concluir. Um desvio na marcação enganou o goleiro Kawashima.


O terceiro gol deu ainda mais sossego à Seleção Brasileira. Até Leandro Castán começou a se aventurar no ataque. Aos poucos, novas chances para voltar a ampliar o marcador surgiram. Hulk cobrou falta com força e contou com desvio para acertar a trave aos 12 minutos. Neymar fez grande jogada pela linha de fundo direita, esticou-se e levantou na área aos 20. Ramires completou para a rede, mas o assistente afirmou que a bola fez a curva por fora do campo.


Não demorou muito para o Brasil transformar a vitória em goleada. Aos 30, Kaká fez uma jogada ao seu estilo, encarou a marcação e bateu cruzado para acertar o gol. Saiu do gramado ovacionado para a entrada de Lucas seis minutos depois. O agora um pouco menos contestado Mano Menezes ainda aproveitou para fazer outros testes, com Giuliano, Leandro Damião, Sandro e Thiago Neves nos lugares de Hulk e Neymar, Ramires e Oscar.

Jornal Midiamax