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Fogo já consumiu 100 mil hectares de mata e pastagens em Corumbá

Mais sete brigadistas de Brasília estão em Corumbá para auxiliar no combate aos focos de incêndio no Pantanal. Os profissionais vieram equipados com moto-bombas flutuantes que vão facilitar o trabalho nas regiões próximas ao rio Paraguai. Até então, os brigadistas dispunham somente de abafadores, bombas costais e do helicóptero do Ibama. A aeronave tem capacidade […]

Arquivo Publicado em 27/08/2012, às 23h03

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Mais sete brigadistas de Brasília estão em Corumbá para auxiliar no combate aos focos de incêndio no Pantanal. Os profissionais vieram equipados com moto-bombas flutuantes que vão facilitar o trabalho nas regiões próximas ao rio Paraguai. Até então, os brigadistas dispunham somente de abafadores, bombas costais e do helicóptero do Ibama. A aeronave tem capacidade de jogar até 500 litros de água sobre o fogo.


De acordo com o coordenador estadual do PrevFogo, Márcio Yule, 15 membros da brigada de Porto Murtinho estão de prontidão para reforçar a equipe de Corumbá. Na sexta-feira, os profissionais de Aquidauana, que vieram para a região no início do mês, retornaram para a base. “Esse trabalho é muito difícil e consome demais os brigadistas, já que trabalham quase que ininterruptamente”, comentou Yule ao Diário.


A estimativa do PrevFogo é de que cerca de 100 mil hectares de mata e pastagens já foram consumidos pelas chamas. A grande maioria das áreas atingidas fica próxima à zona urbana de Corumbá e margens da BR-262. “Nossa preocupação agora é que esses focos não cheguem até o Amolar e o Nabileque, que são locais muito distantes. A logística para chegar até essas regiões seria bastante difícil”, afirmou. No fim de semana, com a queda da temperatura e aumento da umidade relativa do ar, o número de focos de incêndio diminuiu. Mas os brigadistas estão em alerta.


Márcio Yule voltou a assegurar que o helicóptero vai ficar na cidade o tempo que for necessário. Além de apagar os focos, ele também é imprescindível para mobilidade dos combatentes. “Depois dos brigadistas, ele hoje é nossa principal ferramenta”, destacou Marcio Yule.


Somente neste mês de agosto já são quase 2.300 incêndios na região. De janeiro até agora, esse número chega a 3.278 focos. Em todo o Mato Grosso do Sul, essa estatística foi de 3.860. Ou seja, Corumbá responde por mais de 84% das queimadas localizadas no Estado. E o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) não prevê chuva para a cidade até a próxima quinta-feira.

Jornal Midiamax