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FETEMS repudia atos de violência nas escolas públicas

A diretoria da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) vem através desta nota prestar solidariedade ao professor Rafael da Silva Lima, da Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, de Campo Grande – MS, que foi esfaqueado por um aluno enquanto tentava separar uma briga. Enquanto entidade representativa dos trabalhadores em educação […]

Arquivo Publicado em 13/04/2012, às 15h05

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A diretoria da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) vem através desta nota prestar solidariedade ao professor Rafael da Silva Lima, da Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, de Campo Grande – MS, que foi esfaqueado por um aluno enquanto tentava separar uma briga.

Enquanto entidade representativa dos trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul, lamentamos o ocorrido e repudiamos qualquer ato de violência nas escolas públicas e reafirmamos a necessidade da implantação de políticas públicas mais eficazes que contenham estas situações.

Acreditamos que a violência escolar tenha vários motivos entre eles os problemas sociais, alunos desmotivados, com uma visão negativa da escola, a falta de responsabilidade social, de punições individuais e políticas educacionais que não levam em consideração as realidades locais dos professores, alunos e pais.

A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da cidadania dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.

Além disso, a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco têm levado os jovens a perder a credibilidade quanto a viver em uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos. O resultado desta situação são reações violentas, conforme o modelo social, dentro e fora da escola.

A FETEMS defende que este tema deve ser levado para dentro da sala de aula, desde as séries inicias, pois esta é uma forma de trabalhar com um assunto controverso e presente no cotidiano das nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.

Também defendemos que o poder público deve assumir a sua responsabilidade e dar condições dignas de trabalho aos educadores, pois muitas vezes a escola se torna menos atrativa, por falta de materiais pedagógicos adequadas, de modernização e infra-estrutura, além da falta de estimulo profissional, que muitas vezes é causada pela desvalorização da categoria e tudo isto reflete na sala de aula e faz com que os jovens não se sintam atraídos para os estudos e acabem se afastando cada vez mais e se envolvendo em situações como estas.

Sabemos que a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para as nossas crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta. Esperamos e vamos continuar lutando para que tenhamos escolas livres da violência e um ensino público mais justo, humano e igualitário.

Jornal Midiamax