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Estudo mostra redução na vulnerabilidade das famílias; MS tem queda menor que a nacional

O estudo Vulnerabilidade das Famílias entre 2003 e 2009, divulgado esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que a vulnerabilidade como um todo se concentra mais fortemente nas áreas rurais, em Alagoas, no Maranhão, Piauí e no interior de estados como o Ceará e Pernambuco. O estudo leva em conta a variação […]

Arquivo Publicado em 19/01/2012, às 15h26

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O estudo Vulnerabilidade das Famílias entre 2003 e 2009, divulgado esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que a vulnerabilidade como um todo se concentra mais fortemente nas áreas rurais, em Alagoas, no Maranhão, Piauí e no interior de estados como o Ceará e Pernambuco.


O estudo leva em conta a variação de dimensões sociais e econômicas no período e a capacidade das famílias brasileiras reagir às dificuldades de dimensão social e econômica.


Entre os exemplos citados pelo coordenador do estudo, Bernardo Furtado, estão a restrição do acesso a oportunidades de maneiras diversas, seja pela qualidade inadequada da habitação em si ou pela sua precária localização, pelo acesso dificultado a uma vaga no mercado de trabalho, pela falta de acesso à educação e ao conhecimento ou ainda pelos efeitos dessa falta de conhecimento na prevenção e profilaxia da saúde.


O estudo foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e leva em conta seis dimensões: vulnerabilidade social, acesso ao conhecimento, acesso ao trabalho, escassez de recursos, desenvolvimento infantojuvenil e condições habitacionais.


O índice nacional de vulnerabilidade das famílias brasileiras, em 2009, registrou melhoria de pouco mais de 14% em relação à média de 2003. E, segundo o coordenador, mesmo regionalmente, o índice apresentou melhora como um todo.


O Mato Grosso do Sul evoluiu nos quesitos acesso ao trabalho, renda familiar e desenvolvimento infantojuvenil. Ainda segundo o relatório, o estado é frágil em condições habitacionais e acesso ao conhecimento.


Contudo, o índice de vulnerabilidade geral das famílias do estado diminui num ritmo menor que a média nacional. Caiu 13,2% no período, passando de 26,9 para 23,3. A vulnerabilidade no País passou de 27 para 23. Quanto maior o índice, maior a vulnerabilidade.


O Nordeste mantém os maiores valores em termos absolutos, ao passo que a Região Norte apresenta a menor evolução dos indicadores no período.


Na Região Nordeste, o índice de vulnerabilidade teve maior decréscimo no Maranhão (17,7%), seguido da Bahia (16,3%), do Piauí (15,9%), Rio Grande do Norte (14,8%), Ceará (14,5%), de Pernambuco (14,3%), Alagoas (12,8%) e da Paraíba (12,3%).


(Com informações da Agência Brasil)

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