Geral

Empréstimo para compra de carro cai 32,8% em setembro

A concessão de empréstimos para a compra de veículos caiu 32,8% entre agosto e setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em agosto, as famílias haviam atingido o volume recorde para o ano de R$ 9,4 bilhões em empréstimos para a aquisição de veículos. Em setembro, esse montante caiu para […]

Arquivo Publicado em 26/10/2012, às 13h50

None

A concessão de empréstimos para a compra de veículos caiu 32,8% entre agosto e setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em agosto, as famílias haviam atingido o volume recorde para o ano de R$ 9,4 bilhões em empréstimos para a aquisição de veículos. Em setembro, esse montante caiu para R$ 6,3 bilhões.


Segundo o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, o temor pelo fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor para carros fez com que os consumidores comprassem veículos no final de agosto, provocando um efeito contrário em setembro.


“O anúncio de prorrogação do IPI só foi feito no final de agosto, o que fez as pessoas correrem para comprar. Em setembro houve efeito de reversão, um efeito ressaca desse movimento. Em setembro o volume de vendas registrou recuo em relação a agosto”, disse.


A contratação de empréstimo pessoal também caiu entre agosto e setembro, de R$ 17 bilhões para R$ 13,4 bilhões, o menor patamar desde janeiro de 2011, uma redução de 21%. Em setembro, menos pessoas também usaram o cheque especial para saldar dívidas: a concessão de empréstimos nessa modalidade caiu 10% em comparação com agosto, ao passar de R$ 27,2 bilhões para R$ 24,5 bilhões.


Segundo o BC, o fenômeno pode ser explicado pela greve dos bancários, que afeta a concessão de crédito especialmente para pessoas físicas, e o fato de que setembro teve quatro dias úteis a menos que. Em setembro, apenas a concessão de crédito imobiliário subiu, ao passar de R$ 971 milhões em agosto para R$ 1 bilhão no mês passado – uma alta de 4%. Em 12 meses, essa elevação atinge 147%.

Jornal Midiamax