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Empresas aéreas pequenas aumentam participação no mercado e cobram mais incentivos

Dados da Anac indicam que essas companhias aumentaram em 21,7% a participação no mercado no ano passado, em comparação a 2010.

Arquivo Publicado em 26/01/2012, às 00h00

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Dados da Anac indicam que essas companhias aumentaram em 21,7% a participação no mercado no ano passado, em comparação a 2010.

As empresas aéreas de pequeno porte ampliaram a participação no mercado em 2011. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgados nesta quarta-feira (25) apontam que elas registraram aumento de 21,7% em comparação a 2010. Se apenas o mês de dezembro for comparado, o avanço é de 29,7%. Mas para continuar essa trajetória de desenvolvimento, o setor reivindica algumas medidas.


“Faltam ações para executar o planejamento de investimentos nos aeroportos regionais. A gente espera que, esse ano, o governo invista R$ 400 milhões nesses terminais. Muitas vezes, os recursos existem, mas há dificuldade para operacionalizar os investimentos”, diz o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Regional (Abetar ), Apostole Lazaro Chryssafidis.


Outro empecilho, afirma, é a falta de um ambiente regulatório mais sereno, que entenda as dificuldades do setor e do próprio governo em fazer investimentos de infraestrutura. “Ano após ano, alertamos sobre a dificuldade que temos em operar, por causa do aumento da demanda. Esse não é um aumento qualquer, não é uma taxa desprezível”, destaca o presidente da Abetar à Agência CNT de Notícias .


Mesmo com esses gargalos, tanto nos pequenos como nos grandes aeroportos, a demanda por transporte aéreo doméstico aumenta no Brasil – no acumulado de 2011, a expansão foi de 15,7%. Mas enquanto as companhias menores conquistaram maior fatia do mercado, as duas maiores, TAM e GOL, tiveram uma desaceleração. Em dezembro de 2010, por exemplo, a participação foi de 81,1%, enquanto o mesmo mês do ano passado registrou 75,5%.


Segundo Chryssafidis, o progresso das aéreas menores está ligado ao desenvolvimento do interior do país. “Muitas cidade s passaram a ser atendidas por voos regionais, aumentou a demanda por passageiros. Em Campinas (SP), por exemplo, eram 900 mil passageiros por ano. Hoje, são mais de quatro milhões”, explica.


Para ele, as empresas menores buscam, nos últimos anos, ações efetivas para continuar com foco no crescimento: aumentam a eficiência no atendimento, adquirem novas aeronaves, prestam serviço diferenciado e reduzem tarifas. Na outra ponta, nos grandes aeroportos, onde a atuação das companhias maiores é mais forte, existem problemas por limitação de infraestrutura.


Diálogo
Chryssafidis destaca um ponto positivo que pode facilitar mais melhorias: a interlocução e o diálogo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC), considerada “muito boa”. De acordo com ele, o ministro Wagner Bittencourt mostra bastante disposição para ouvir as reivindicações do setor.?

Jornal Midiamax