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Eleitores adesivam veículos com propaganda de político para ganhar combustível

A cada eleição cresce o rigor para barrar a compra do voto, mesmo assim a velha prática de conquistar o eleitor pelo combustível ainda é comum nas cidades brasileiras e em Dourados não é diferente. Mas para isso tem um preço: adesivar o veículo. Com a campanha tímida esse ano, os candidatos têm apostado no […]

Arquivo Publicado em 27/08/2012, às 20h54

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A cada eleição cresce o rigor para barrar a compra do voto, mesmo assim a velha prática de conquistar o eleitor pelo combustível ainda é comum nas cidades brasileiras e em Dourados não é diferente. Mas para isso tem um preço: adesivar o veículo.


Com a campanha tímida esse ano, os candidatos têm apostado no marketing visual para aparecer cada vez mais. Além dos cavaletes que tomam os canteiros centrais das avenidas de Dourados, carros também anunciam o nome e o número do político. Esse último tem uma vantagem.


Enquanto o cavalete fica fixo na rua, o veículo circula pelas ruas da cidade, levando a propaganda do candidato para os mais diferentes tipos de lugares. Nas eleições passadas essa prática era bastante comum, mas hoje os candidatos estão escolhendo eleitores a dedo, tudo por causa do rigor da fiscalização. Somente as pessoas de grande confiança é que estariam ganhando o “vale combustível”.


Na semana passada o juiz eleitoral Juiz Zaloart Murat Martins baixou portaria para inserir a Polícia Militar na apuração de crimes eleitorais em Dourados. A partir de agora, compra de votos, placas irregulares, carros de som acima do volume permitido ou em área restrita também serão fiscalizados pela Polícia Militar. O objetivo, segundo o judiciário, é garantir maior segurança.


A Portaria 004/2012 diz que qualquer pessoa que tiver conhecimento da existência de infração penal eleitoral em que caiba ação pública deverá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à Justiça. Outra medida é que recebida a notícia-crime, o juiz eleitoral a remeterá ao Ministério Público Eleitoral ou, quando necessário, à Polícia Federal, com requisição para instauração de inquérito policial.

Jornal Midiamax