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Dilma diz que governo vai perseguir expansão elétrica de forma planejada e consistente

Ao inaugurar hoje (17) a Usina Hidrelétrica de Estreito, que abrange parte dos estados do Maranhão e Tocantins, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo fez grande esforço para estabilizar o setor elétrico e evitar racionamentos de energia no país. “Esse é um projeto que passa necessariamente pela cooperação entre setor público e privado. […]

Arquivo Publicado em 17/10/2012, às 16h21

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Ao inaugurar hoje (17) a Usina Hidrelétrica de Estreito, que abrange parte dos estados do Maranhão e Tocantins, a presidenta Dilma Rousseff disse que o governo fez grande esforço para estabilizar o setor elétrico e evitar racionamentos de energia no país.

“Esse é um projeto que passa necessariamente pela cooperação entre setor público e privado. Voltamos a investir não só em geração, mas também em redes de transmissão e distribuição. Vamos continuar perseguindo essa expansão de forma planejada e consistente”, disse a presidenta durante discurso em Estreito (MA).


A presidenta também falou sobre economia durante a cerimônia e disse que é possível manter a austeridade fiscal no país e, ao mesmo tempo, investir. “Estamos na encruzilhada que mostra que é possível crescer e distribuir renda, manter a austeridade e, ao mesmo tempo, investir, é possível manter os empregos mesmo quando a crise bate forte no mundo e nos atinge de alguma forma”, disse ao acrescentar que para garantir o crescimento, o país precisa ser competitivo e que a energia elétrica é uma das condições para isso.


Dilma voltou a defender o uso de energia hidrelétrica, por ser uma energia limpa, ao contrário, por exemplo, do que ocorre com as termoelétricas, que usam carvão. “Do ponto de vista ambiental é muito melhor energia hidrelétrica e mais seguro do ponto de vista de seus efeito e consequências do que gerar energia nuclear. Não emite gases de efeito estufa e isso significa que temos um projeto de energia renovável.”


No momento em que as empresas do setor elétrico devem se posicionar sobre a renovação das concessões públicas para geração, distribuição ou transformação de energia, Dilma ressaltou que o governo respeita seus contratos. “Há 20 anos, o Brasil não rompe contratos, olha o contrato e diz: ‘Posso não concordar, mas vou assumir, por que palavra dada é palavra empenhada'”.


A Usina de Estreito é uma obra do Programa e Aceleração do Crescimento (PAC) e tem capacidade para abastecer uma cidade de 4 milhões de habitantes. O investimento na obra chegou a R$ 5 bilhões e mais R$ 600 milhões foram aplicados em ações socioambientais para minimizar os impactos da obra no meio ambiente e na vida da população dos 12 municípios que de alguma forma foram atingidos pela construção da usina. As informações foram passadas pelo Consórcio Estreito Energia, formado pelas empresas responsáveis pela obra.

Jornal Midiamax