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Comerciantes de Campo Grande prontos para atender pedidos de Ceia de Natal

Pratos salgados servem até 15 pessoas e podem ser saída para quem não tem tempo de preparar a ceia

Arquivo Publicado em 16/12/2012, às 15h20

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Pratos salgados servem até 15 pessoas e podem ser saída para quem não tem tempo de preparar a ceia

Apesar da alta no preço dos alimentos divulgada em pesquisa do IPC Campo Grande na última semana, padarias e empresas especializadas já começaram a receber pedidos para a preparação dos pratos que compõem a Ceia de Natal.


Algumas panificadoras de Campo Grande oferecem o serviço para pessoas que não têm tempo de organizar a festividade. Simone Arakaki, administradora da panificadora Tietê, conta que já iniciaram as encomendas de pernil, chester, peru e outras carnes, além de encomendas da própria ceia.


“Já começamos a receber encomendas principalmente de carnes, mas fazemos também a ceia de acordo com o gosto do cliente, com os itens que ele solicitar.”.


Conforme Simone, uma cesta de natal, para quatro pessoas, é comercializada a R$ 150 e conta com 20 itens entre doces, vinho ou espumante, frutas secas e cristalizadas, bolos e até rabanada.


As nutricionistas da panificadora Monte Líbano, Paulina Rondon Werneck e Solange Yamamoto explicam que, nesta época do ano, as encomendas podem ultrapassar os 300 pedidos. Elas lembram ainda que neste período são feitos muitos pedidos para festas de confraternização, e que por isso, as entregas são feitas até a última hora.


“No natal do ano passado fizemos a entrega de pelo menos 320 pedidos apenas no dia do natal. Ficamos até as 22h30 na padaria para realizar as entregas.”, conta Solange.


Conforme Paulina, os pratos salgados podem servir até 10 pessoas com relação às carnes. “Tanto o peru, quanto o pernil e o lagarto fatiado pesam em média entre quatro e cinco quilos e servem até 10 pessoas, pois possuem acompanhamento. No caso do peru, ele é recheado com farofa e decorado com fios de ovos e outros itens. Já o pernil, farofa, fios de ovos e frutas.”


Alimentação


Os excessos cometidos nas ceias de natal e ano novo podem ser amenizados com algumas precauções. A nutricionista Lilian Herrera recomenda que as saladas não sejam esquecidas na hora de montar a ceia.


Ela aconselha compor a mesa utilizando as comidas mais comuns ao nosso clima e reforça que o que interfere é a quantidade do que é consumido.


“Nesta época é comum abusar da comida pesada e o preocupante é que o consumo desta comida mais pesada é feito em um horário impróprio, então é necessário reduzir a quantidade calórica com preparações mais leves, usando menos cremes, óleo e manteiga. As pessoas podem dar preferência às carnes de peru e porco, pois são mais leves.”.


Para um grupo de até 10 pessoas, a nutricionista avalia que uma ceia com peru, salada e arroz, além de sobremesas, custa em média R$ 350. “Nessa época do ano especialmente fica tudo muito caro.”.


Sobre os excessos das bebidas alcoólicas, Lilian recomenda que para cada copo de bebida seja consumido outro de água logo em seguida. “Não adianta beber a noite inteira e depois tomar vários copos de água”.


No dia seguinte, para curar a ressaca, a sugestão é para que abuse de frutas frescas como melancia, melão e uva – pois tem bastantes fibras, e saladas. “É recomendável evitar frutas como o abacate e a manga, pois são muito calóricas, mas no geral, o consumo de frutas é bastante aconselhável.”, indica.


A nutricionista recomenda ainda o consumo de tereré, que por ser um chá, pode ajudar a hidratar o corpo durante a ressaca. “Em algumas pessoas é preciso ter cautela no consumo do tereré após a ingestão de carne de porco, pois pode provocar um desconforto intestinal.”, recomenda.


Ceia de Natal em Campo Grande está mais cara


O último levantamento do IPC/Campo Grande, realizado pela Universidade Anahanguera Uniderp, na semana passada, indica que o valor da Ceia de Natal estará um pouco mais elevado do que em 2011, considerando os produtos básicos e comuns de uma ceia.


A maior alta verificada nas carnes natalinas ficou para o presunto (49%), chester (29%) e peru (22%). O arroz está 62% mais caro e o feijão quase 38%.


Para a bacalhoada, o bacalhau tipo ling subiu 13% e o porto 7%, a batata mais de 48%, a cebola quase 30%, tomate 19%, a azeitona 2%. O azeite de oliva permaneceu estável.


Os registros indicam que a carne de cordeiro apresenta uma queda de mais de 39%. Já os alimentos tradicionais do dia-a-dia subiram muito.


A cerca das frutas, o abacaxi subiu 10%, a ameixa 6%, a laranja 2%, a maçã 18%, a manga e a melancia quase 14%. Diminuíram os preços do pêssego, que caiu mais de 30% e a nectarina em 7%. A uva comum manteve o preço estável. As nozes e castanhas do Pará sofreram aumentos de menos de 2%. Já o panetone ficou em média 15% mais caro.


As bebidas tradicionais desta época sofreram variações significativas. A cerveja aumentou em média 11%, os refrigerantes quase 6%. Os vinhos nacionais ficaram mais caros quase 25% e os espumantes mais baratos 6%.

Jornal Midiamax