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Comando central do PCC determina levantamento social e prisional no MS

Facção criminosa encaminhou a seus líderes no Mato Grosso do Sul comunicado determinando levantamento da situação sobre os membros da facção no Estado

Arquivo Publicado em 20/11/2012, às 13h43

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Facção criminosa encaminhou a seus líderes no Mato Grosso do Sul comunicado determinando levantamento da situação sobre os membros da facção no Estado

O núcleo central do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro dos presídios, com base no estado de São Paulo, encaminhou aos seus líderes no Mato Grosso do Sul um comunicado geral determinando que seja feito um levantamento da situação dos membros da facção criminosa no Estado.

Além de itens como dívidas, a ‘central’ quer saber quem precisa de ajuda de cestas básicas.

Um ‘comunicado geral’ que é atribuído à central da facção em São Paulo, datado de 17 de outubro deste ano, determina “um levantamento de quantos dos irmãos e companheiros (membros) estão em tranca” (prisão) federal.

O manuscrito ainda pede que tudo fosse encaminhado em 15 dias também com informações de quem está cumprindo pena em regime moderado (RDI) e quem está no mais rígido (RDD).

Em determinado trecho do manuscrito que é atribuído enviado pelo PCC explica que “o objetivo é prestar apoio a todos que necessitam de nossa ajuda porque o nosso lema é o crime fortalece o crime”.

Pelo teor do comunicado, as lideranças também sinalizam apoio social. Mas antes o levantamento será encaminhado para sua ‘quebrada de origem’ (onde cometeu o crime) para uma análise se o preso ‘está em B.O’ (dívida) e se é leal à causa da facção.

Ainda no ‘salve geral’ (comunicado de ordem) é apresentado um questionário com 12 questões. Entre elas são solicitadas informações de quantos membros no Estado estão cumprindo punição, quantos estão presos e por quais crimes, bem como o apelido e qual unidade prisional se encontra, quantos ‘batismos’ (novos membros) aconteceram no mês.

O questionário ainda pergunta sobre quantos membros de São Paulo estão presos no MS, quantos estão ‘sem responsabilidade’ (missões), entre outros pontos.

Nenhuma autoridade do setor de segurança pública do Estado admite que exista algum comunicado da facção para que seus membros presos no MS ou aqueles que estão soltos, mas a serviço do comando (soldados) tenham recebido para ataques como vem ocorrendo nos estados de São Paulo, Santa Catarina e já rumores de mortes atribuídas ao PCC na região nordeste do País.

No estado de São Paulo circula a informação que membros em dívida com a facção devem pagar executando policiais. No MS ainda não há provas sobre possível organização para ataques, seja contra policiais ou civis. Porém, há um alerta geral não revelado explicitamente, mas estão acontecendo reuniões frequentes entre os setores de inteligência e demais escalões da segurança pública.

Anúncio em São Paulo

Em 7 de julho desse ano o Midiamax publicou matéria intitulada ‘Email circula entre policiais com alerta de possíveis ataques do PCC’. O conteúdo da mensagem que estava circulando na época era sobre a possibilidade de ataques do PCC orquestrados como efeito dominó. Os alvos seriam prisões e policiais.

O email passou a circular depois que munições do Exército Brasileiro foram furtadas do paiol de um batalhão na cidade de Pirassununga, na madrugada de 2 de julho deste ano. Os criminosos levaram mais de 2 mil balas de fuzil, 750 cartuchos de pistola 9mm, duas granadas, 400 cartuchos de borracha e festim, entre outras munições utilizadas para treinamento. O material foi recuperado posteriormente.

Em determinado trecho do email, que a reportagem teve acesso, o texto vem em vermelho representando um alerta sobre policiais que possuem mídias sociais como o facebook. “Estão criando perfis como de Policia para entrar no facebook e outras comunidades que não são tão seguras”. (Relembre matéria completa aqui).

Jornal Midiamax