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Cena Som apresenta o show “Wadico, Amigos e Seresta” no Centro Cultural

O projeto Cena Som realizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) apresenta na próxima quinta-feira (19l) o show “Wadico, Amigos e Seresta”, às 20h, no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG). O show tem classificação livre e duração aproximada de 90 minutos. A proposta de Wadico e […]

Arquivo Publicado em 13/04/2012, às 11h53

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O projeto Cena Som realizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) apresenta na próxima quinta-feira (19l) o show “Wadico, Amigos e Seresta”, às 20h, no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG). O show tem classificação livre e duração aproximada de 90 minutos.


A proposta de Wadico e seus amigos é trazer para o palco do teatro esse costume que em Campo Grande tem raízes fortes e bem apreciadas, a Seresta. Para mostrar a realidade dessa cultura, estarão no palco, precursores desse estilo como Silvio Lobo, presidente da Associação Sul-mato-grossense dos Seresteiros e sua esposa Marlene Lobo também seresteira, Meiri Machado e Nazareno (seresteiros), Waldir Dornel (percursionista e cantor), Mauro Ramires (violonista) e Flávio José (saxofonista). Todos com CDs lançados, longa estrada de canções em Mato Grosso do Sul e pelo Brasil a fora, além de muito amor pela música.


“Alguns deles, inclusive o Silvio Lobo e o próprio Wadico, tem histórias das primeiras serestas de Campo Grande na Praça Ary Coelho, com apenas algumas pessoas, cantando sem microfone, apenas voz, violão e boa vontade, e hoje a Praça do Rádio, lota para ouvi-los”, explica Sonia Rolon, produtora do show.


“Todos veem nesse show a oportunidade de expandir os horizontes da seresta, formar um novo tipo de público e levar o romantismo não só para o teatro Aracy Balabanian, mas para o coração dos espectadores”, finaliza Sonia.


A Seresta surgiu no passado, quando grupos de músicos, saindo das festas, detinham-se às janelas de suas pretendidas, para tocar e cantar madrugada adentra, constituindo um costume boêmio que herdamos, como tantos outros, da Península Ibérica. Passando a denominar-se seresta, serenata ou sereno, essas primeiras manifestações, no Brasil, fizeram-se muito antes do lampião de gás à luz da lua. A seresta jamais representou uma atividade isolada no contexto musical do país. Ao contrário, relaciona-se intimamente com outras manifestações musicais. O que predomina é a linha melódica romântica, suave, envolvente, mas podem entrecruzar-se, na seresta com vários ritmos e arranjos.


Wadico é alfaiate por profissão, em 1964 iniciou a carreira de cantor participando de programas de calouros, em São Bernardo do Campo (SP). Participou de eventos sociais, culturais e programas de calouros, tendo sido premiado pelo programa Calouros Orniex, comandado por J. Lenic na Rádio Independência de São Bernardo (SP).


Mudou-se para Campo Grande em 1994, entrou em contato com Eduardo Simiolli, apresentador da ”Noite de Seresta”, no clube União dos Sargentos e Circulo Militar, passando a fazer parte do grupo de cantores desse evento semanal.


Ficando conhecido como seresteiro no meio artístico musical campo-grandense, passou a participar dos projetos de seresta na Praça Ary Coelho, mais tarde transferido para a Praça do Rádio, e estendido aos bairros da cidade, onde participa ativamente até hoje. Apresenta-se nos saraus da terceira idade do SESC e nas sextas dançantes do Centro de Convivência do Idoso. É tesoureiro da Associação sul-mato-grossense dos Seresteiros.


Em 2007, gravou seu primeiro CD: ”Vadico Canta Seresta” e em 2009 gravou seu segundo CD: “Tudo Passará”, ambos com sucesso de crítica. Sendo convidado a fazer apresentação e divulgação em Piratuba (SC) e Nova Prata, São Jorge, Nova Bassano e Veranópolis (RS). Apresentou-se como convidado no programa “Sr. Brasil”, apresentado por Rolando Boldrin na Rede Cultura (SP), em 2010.


O ingresso tem valor de R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia). A meia-entrada é valida para estudantes, professores, doadores de sangue e idosos (acima de 60 anos), com a apresentação de sua respectiva carteirinha. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3317-1795 ou no Centro Cultural José Octávio Guizzo que fica localizado na rua 26 de Agosto, 453, entre a Calógeras e a 14 de Julho.

Jornal Midiamax