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Carlyle adquire a Ri Happy e deve ampliar a rede em três anos

O sorridente solzindo da Ri Happy, mascote que identifica a marca da maior varejista de brinquedos do Brasil, passa a brilhar agora sob o comando do Carlyle, fundo de private equity que acaba de comprar 85% das ações da empresa fundada em 1988 pelo pediatra Ricardo Sayon. A aquisição, que já vinha sendo negociada desde […]

Arquivo Publicado em 05/03/2012, às 12h01

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O sorridente solzindo da Ri Happy, mascote que identifica a marca da maior varejista de brinquedos do Brasil, passa a brilhar agora sob o comando do Carlyle, fundo de private equity que acaba de comprar 85% das ações da empresa fundada em 1988 pelo pediatra Ricardo Sayon. A aquisição, que já vinha sendo negociada desde 2010, acaba de ser confirmada e gira em torno de R$ 600 milhões, segundo estimativas do mercado. Sayon deixa o controle da rede, mas permanece no Conselho de Administração da empresa.

Donos também da operadora brasileira de turismo CVC, comprada em 2009 numa operação estimada em R$ 1 bilhão, além dos planos de saúde Qualicorp e da Scalina, fabricante das marcas Trifil e Scala, os americanos do Carlyle devem investir cerca de R$ 200 milhões nos próximos três anos para levar a Ri Happy além dos limites da região Sudeste, que concentra 70% das 114 lojas espalhadas por um total de 18 Estados.

A rede somou um faturamento de R$ 800 milhões em 2011, resultado que garante à marca a liderança do setor com 20% de market share. O plano, que prevê a abertura de 20 lojas em 2012, ganha impulso a partir do ano que vem, rumo à regiões com potencial de expansão praticamente inexplorados, como o Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País.

Em entrevista pulicada na edição dessa sexta-feira, 02, pelo jornal O Estado de S. Paulo, Juan Carlos Felix, diretor geral do Carlyle no Brasil, afirma que a decisão de comprar a Ri Happy partiu da forte possibilidade de expansão do mercado brasileiro de brinquedos, cuja representatividade no Produto Interno Bruto (PIB) nacional corresponde a um terço do número do México.

Felix acredita que o aumento do poder aquisitivo do brasileiro também ajude a elevar essa participação. De acordo com a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), a indústria nacional de brinquedos abriga hoje 440 fábricas, com faturamento de R$ 3,1 bilhões em 2010, um acréscimo de 11% com relação a 2009. A previsão inicialmente projetada para 2011 era de um crescimento de 15%, ainda não confirmado pela entidade.

Os rumores sobre a venda da Ri Happy chegaram a envolver algumas redes estrangeiras como a americana Toys”R”Us. Já no Brasil, a avaliação é que não existiam competidores com caixa para pleitear a compra. PB Kids, MMart, Preçolândia, Lojas Americanas e os hipermercados, como Extra e Carrefour, estão entre os demais players nacionais.

Jornal Midiamax