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Busto de Sócrates com punho para o alto é inaugurado no Corinthians

O busto de Sócrates, falecido em dezembro de 2011, foi inaugurado na manhã deste sábado, durante a celebração de uma missa no Parque São Jorge. A peça estava coberta por uma bandeira do Corinthians e foi desvelada ao meio-dia pela viúva do ex-jogador, Kátia Bagnarelli, e o presidente Mário Gobbi. Confeccionada pela escultora Nadja Venezian […]

Arquivo Publicado em 28/07/2012, às 16h27

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O busto de Sócrates, falecido em dezembro de 2011, foi inaugurado na manhã deste sábado, durante a celebração de uma missa no Parque São Jorge. A peça estava coberta por uma bandeira do Corinthians e foi desvelada ao meio-dia pela viúva do ex-jogador, Kátia Bagnarelli, e o presidente Mário Gobbi.

Confeccionada pela escultora Nadja Venezian (norte-americana radicada no Brasil há 30 anos) a partir de fotografias e vídeos, a obra tem uma marca característica de Sócrates: o punho direito cerrado e para o alto, como ele fazia nas comemorações de gol – pelo Corinthians, foram 172 em 298 jogos disputados.

Responsável por colocar o projeto em pauta junto à diretoria, logo no início de sua gestão, Gobbi fez discurso emocionado. O mandatário disse que o “Doutor”, que chegou ao Corinthians em 1978 e fez sua última partida em 1984, é até hoje seu maior ídolo no futebol.

“Foi o maior que vi jogar na minha vida, o mais inteligente de todos os jogadores. Chegou um momento em que eu já não ia mais ver os jogos do Corinthians, mas sim a obra de arte do Sócrates. Com inteligência e os recursos que tinha, ele supria a carência de preparação física, pois não teve base por cursar Medicina”, disse.

“O Sócrates amava o futebol, pensava em pontos importantes do futebol e do Brasil. Foi um cidadão que lutou por democracia. Ele está muito além de um jogador de futebol. Hoje estamos dando reconhecimento ao grande mito que ele foi. Tudo que se falar sobre ele será pequeno perto do que ele foi”, completou.

A escultura leva abaixo uma placa com frase de Sócrates, em que ele define o Corinthians. “Aqui, japoneses, árabes, mongóis, siberianos, italianos, bolivianos – além dos nordestinos – e até os originários de estados rivais se irmanam, dão-se as mãos, sofrem em comunhão”, diz.

Foram ao evento cerca de 150 pessoas, muitas delas com a camisa 8 de Sócrates. Os ex-jogadores Wladimir e Basílio também compareceram à homenagem. Ao final da celebração religiosa, os torcedores entoaram cantos para o “Doutor” e o hino do Corinthians.

Jornal Midiamax