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Áreas indígenas e região de fronteira ficam de fora do programa ‘Crack, é possível vencer’

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que serão feitos “serviços diferentes para áreas diferentes” e que não recebeu do Governo do Estado planos específicos para a região de fronteira e Dourados, concentração de aldeias indígenas.

Arquivo Publicado em 24/07/2012, às 23h12

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O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que serão feitos “serviços diferentes para áreas diferentes” e que não recebeu do Governo do Estado planos específicos para a região de fronteira e Dourados, concentração de aldeias indígenas.

Mato Grosso do Sul vai receber R$ 30 milhões em recursos do Ministério da Saúde, da Justiça e do Desenvolvimento Social para combater o crack pelo programa do Governo Federal “Crack, é possível vencer”. Apesar dos investimentos, não há um plano específico de combate à essa droga na região de fronteira e nas aldeias indígenas do Estado.


Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que atendeu a imprensa local nesta terça-feira (24) à noite por videoconferência, não foi apresentado nenhum projeto específico pelo Governo do Estado para essas regiões.


“Faremos serviços diferentes para áreas diferentes. O plano que temos e que aplicaremos servem para áreas centrais de Campo Grande e municípios, mas não atendem direito áreas rurais no interior nem essas áreas específicas. Para elas, aguardamos propostas direcionadas”, completou o ministro.


Em Campo Grande e demais centros urbanos do Estado serão consultórios nas ruas com profissionais da Saúde capacitados para atender dependentes químicos do crack em ações conjuntas com a polícia.


Somente Mato Grosso do Sul terá 150 novos leitos destinados a internação compulsória, voluntária e involuntária de dependentes. Entre os leitos estão os que já existem nas unidades de internação particulares reajustando o valor da diária de internação paga pelo SUS (Sistema Único de Saúde) de R$ 57 para R$ 300.


Sobre a internação involuntária, o ministro garantiu que o entendimento da Saúde vai seguir o que a Lei manda.


“Toda vez que o profissional de saúde avaliar que a pessoa corre risco de vida é obrigação dela optar pela internação do atendido”, esclareceu.


O projeto terá início em Campo Grande, na região do bairro Los Angeles, definida após dados estatísticos e análise do IDH (índice de Desenvolvimento Humano) da região, segundo explicou o governador André Puccinelli.


Serão cerca de 230 mil habitantes atendidos com o programa, entre dependentes químicos e não-usuários. Câmeras de segurança serão instaladas entre o Los Angeles e a região do Anhanduí para monitoramento de pontos de uso e distribuição de drogas.


A data início do programa não foi divulgada porque fará parte de um cronograma do serviço de inteligência da Polícia Federal . 


Para Dourados, está em análise a implantação de um Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) de Álcool e Drogas, específico para a população indígena e com planejamento e recursos fora dos liberados nesta terça-feira.

Jornal Midiamax