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Após tempestade, França bate a Ucrânia com dois gols em três minutos na Eucopa

Nem a forte chuva que caiu sob a Donbass Arena foi capaz de parar a França nesta sexta-feira. Invicta há 23 jogos, a equipe de Laurent Blanc derrotou Ucrânia por 2 a 0, em Donetsk, impedindo que os anfitriões garantissem classificação antecipada às oitavas de final. Melhor durante todo o jogo, a França só foi […]

Arquivo Publicado em 15/06/2012, às 20h05

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Nem a forte chuva que caiu sob a Donbass Arena foi capaz de parar a França nesta sexta-feira. Invicta há 23 jogos, a equipe de Laurent Blanc derrotou Ucrânia por 2 a 0, em Donetsk, impedindo que os anfitriões garantissem classificação antecipada às oitavas de final.


Melhor durante todo o jogo, a França só foi balançar a rede pela primeira vez aos sete minutos da etapa final, quando o sol já brilhava no estádio. Após boa troca de passes entre Ribery e Benzema, Menez chutou para o fundo do gol. A vantagem se ampliou três minutos mais tarde, em arremate de Cabaye. A dupla de heróis foi substituída pouco depois, assim como o atacante Benzema, numa tentativa do treinador de poupar seus jogadores.


Com quatro pontos em dois jogos, a França decide seu futuro na terça-feira, quando enfrenta a Suécia no Estádio Olímpico de Kiev. Já a Ucrânia, dona de três pontos, vai tentar a recuperação diante da Inglaterra, no mesmo dia, de novo na Donbass Arena.


O jogo – A bola rolou por apenas quatro minutos na Donbass Arena, antes de o árbitro Bjorn Kuipers interromper a partida por conta da forte tempestade, com raios, que caia na cidade de Donetsk. A chuva foi diminuindo e decidiu-se pela retomada do jogo apesar das poças d’água no gramado. E, quando finalmente o holandês apitou o reinício do duelo, a França começou a dar as caras em campo.


Frank Ribery era o melhor homem da equipe de Laurent Blanc. Aberto pela esquerda, o jogador do Bayern de Munique era participativo ao roubar a bola no campo de defesa e acionar Nasri e Benzema. As outras estrelas francesas, contudo, estavam apagadas. O atacante do Real Madrid por duas vezes chegou a invadir a área, mas se atrapalhar com a marcação.


A Ucrânia, por sua vez, apesar de contar com o apoio maciço nas arquibancadas, tinha dificuldade para sair jogando e ficava muito presa na defesa. Seu primeiro chute a gol saiu aos 24 minutos, quando Yarmolenko arriscou rasteiro, acertando a rede direita pelo lado de fora. A França tentou responder com Menez, que tentou encobrir o goleiro, mas acabou mandando para fora.


Os franceses ainda tiveram outras duas boas chances para abrir o placar, no entanto falharam. Primeiro Ribery roubou a bola e foi até a linha de fundo, de onde atrasou para Menez chutar em cima de Pyatov. Depois, Nasri cobrou falta para a área e Méxes subiu mais que todo mundo e testou forte, exigindo outra grande defesa do goleiro ucraniano.


Autor dos dois gols da Ucrânia na estreia vitoriosa diante da Suécia, o atacante Shevchenko esteve apagado durante o primeiro tempo. Mesmo assim, participou da melhor jogada dos donos da casa antes do intervalo. A estrela do Dinamo de Kiev escapou pela esquerda, invadiu a área e mandou uma bomba, que o goleiro Lloris teve que se esticar todo para defender.


Na segunda etapa, o jogo não demorou para esquentar. Logo nos primeiros minutos, os torcedores de ambas as seleções puderam suspirar. Os anfitriões vibraram com arremate de Shevchenko que passou rente ao travessão de Lloris. Já os franceses, lamentaram Menez desperdiçar outra grande chance cara a cara com o goleiro.


O meia do Paris Saint-Germain, contudo, pôde se consagrar minutos depois, após boa movimentação no ataque, que o deixou livre na cara do gol. Ele, finalmente, não errou e abriu o placar para a França. A festa dos visitantes aumentou em seguida, quando Cabaye recebeu grande passe de Benzema e chutou para ampliar.


Os gols abateram os donos da casa que não tiveram força para reverter. Mesmo tirando seus principais jogadores de campo, a França seguiu mais perigosa e esteve mais perto de marcar pela terceira vez do que de ser vazada. Aos ucranianos restou esperar o apito final, já pensando no duelo decisivo com a Inglaterra.




Jornal Midiamax