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Aliados e oposição divergem sobre posse de Chávez

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, reafirmou que o país vai esperar a recuperação do presidente reeleito Hugo Chávez até que ele tenha condições de saúde para assumir o mandato. A declaração foi mais uma resposta à oposição, que defende novas eleições caso Chávez não se recupere até a data da posse. […]

Arquivo Publicado em 23/12/2012, às 14h55

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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, reafirmou que o país vai esperar a recuperação do presidente reeleito Hugo Chávez até que ele tenha condições de saúde para assumir o mandato.


A declaração foi mais uma resposta à oposição, que defende novas eleições caso Chávez não se recupere até a data da posse. Pela Constituição da Venezuela, caso Chávez não tenha condições de tomar posse no próximo dia 10, assume o poder o presidente da Assembleia Nacional, Diosdato Cabello, e, em 30 dias, devem ser convocadas eleições presidenciais.


A discussão sobre mudança na data da posse ganhou força nos últimos dias com o agravamento do estado de saúde de Chávez. O presidente, reeleito em outubro, está em Cuba, onde se recupera da cirurgia a que se submeteu, há quase duas semanas, para a retirada de um tumor maligno na região pélvica.


As autoridades venezuelanas admitiram algumas complicações durante a cirurgia, que durou mais de seis horas, como sangramento e infecção respiratória, mas as informações sobre o estado de saúde do presidente não são diárias e frequentes. Esta foi a quarta cirurgia a que Chávez se submeteu nos últimos 18 meses, desde que iniciou a luta contra o câncer.


O presidente, que chegou a afirmar que estava curado da doença, pediu, antes de viajar para Cuba, o apoio dos venezuelanos ao atual vice-presidente da República, Nicolás Maduro, no caso de sua ausência.


No Brasil, o governo considera o ambiente na Venezuela como respeitoso à ordem democrática e às instituições. Ao apostar na manutenção democrática no país vizinho, as autoridades brasileiras defendem que a sociedade venezuelana seja ouvida sobre qualquer decisão do processo político.

Jornal Midiamax