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Advogado apresenta procurações com selos falsos e recebe voz de prisão

O advogado Adão Molina Flor, de 59 anos, recebeu voz de prisão na tarde desta quinta-feira, por volta das 14h30, quando apresentou três procurações com selos de cartório falsos para retirada de veículos que foram apreendidos em 2008 com envolvidos com o tráfico de drogas. De acordo com o delegado da Denar (Delegacia Especializada de […]

Arquivo Publicado em 31/08/2012, às 18h36

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O advogado Adão Molina Flor, de 59 anos, recebeu voz de prisão na tarde desta quinta-feira, por volta das 14h30, quando apresentou três procurações com selos de cartório falsos para retirada de veículos que foram apreendidos em 2008 com envolvidos com o tráfico de drogas.

De acordo com o delegado da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Carlos Delano o advogado compareceu na unidade policial apresentando procuração com firma reconhecida em um cartório de Ponta Porã, onde o proprietário de um veículo dava plenos poderes para retirar um carro. A entrega havia sido autorizada pelo poder judiciário.

Por conta do nervosismo do advogado, o atendente percebeu algo errado, se retirou da sala e disse que iria providenciar a entrega do carro. Neste momento uma mulher identificada como Tatiane Lima Nunes, 27 anos, entregou ao advogado outras duas procurações que tinham o mesmo objetivo: recuperar carros.

Enquanto o advogado aguardava a entrega dos carros, equipe da Denar fez checagem no site do Tribunal de Justiça para verificar a assinatura dos selos dos cartórios que autenticavam as assinaturas e ficou evidente que eram falsos. Além disso, foi feito contato com os tabeliães titulares dos dois cartórios em que os selos teriam sido emitidos (Ponta Porã e Campo Grande), confirmando que eram falsos.

Diante dos indícios da participação do advogado Adão e de Tatiane no uso de selo falso, receberam voz de prisão pela prática de crime de uso de sinal público de tabelião falso. A pena prevista é de 2 a 6 anos de reclusão.

O advogado foi recolhido para uma das celas provisórias da 3ª DP, no bairro Carandá Bosque e Tatiane para o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi.

Jornal Midiamax