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Veja em vídeo: Enquanto conserto não chega, alunos de MS atravessam a pé cratera na BR-158

Cerca de 80 estudantes sul-mato-grossenses se arriscaram atravessando a pé a cratera deixada no km 79 da BR-158, que liga Paranaíba a Cassilândia, após o rompimento total da rodovia com a força da chuva que voltou a cair na região. Os alunos haviam dormido dentro do ônibus em um posto onde vários caminhoneiros também estão […]

Arquivo Publicado em 17/03/2011, às 12h29

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Cerca de 80 estudantes sul-mato-grossenses se arriscaram atravessando a pé a cratera deixada no km 79 da BR-158, que liga Paranaíba a Cassilândia, após o rompimento total da rodovia com a força da chuva que voltou a cair na região. Os alunos haviam dormido dentro do ônibus em um posto onde vários caminhoneiros também estão parados.


O DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), que teve irregularidades graves flagradas pelo TCU em diversas obras tocadas em Mato Grosso do Sul, anunciou através do engenheiro Milton Machado que a medida emergencial será construir uma ‘passarela de madeira’ para passagem dos pedestres em plena rodovia federal.


Dinheiro público por água abaixo


Mais uma vez, dinheiro público gasto no local se perdeu. O chefe do DNIT em Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda, admitiu que sabia da “tragédia” e disse que o órgão já tinha começado reparos no trecho após a tempestade que causou danos na rodovia durante o Carnaval. Com a volta da chuva na terça-feira (15), o que foi feito foi levado pela água.


Somente agora, após a visita do Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que deixou a recomendação para MS investir em obras como pontes de concreto, que duram mais e resistem aos períodos de chuvas, Marcelo Miranda disse que não será mais feito o conserto com tubulações no trecho.


Segundo engenheiro que atua com obras viárias há mais de 15 anos, o uso de tubulações é um erro de projeto primário, pois subestima o volume das águas e, com qualquer aumento na vazão, como no período de chuva intensa, deixa a obra fragilizada. O ideal, do ponto de vista técnico, é a construção de pontes. “Se a prioridade for economizar o dinheiro público, investindo bem e só uma vez, não tem porque usar essas tubulações. Isso é uma vergonha para engenharia de MS”, analisa. (Com informações do Tribuna Livre e reportagem de Luana Chaves)


Confira travessia da cratera pelos alunos de MS;




Jornal Midiamax