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Trabalhadores da construção civil já afastam chance de greve em Mato Grosso do Sul

Os trabalhadores da construção de Mato Grosso do Sul, representados pela Fetricom, continuam com indicativo de greve em diversos municípios, estabelecido último dia 5, quando receberam proposta de reajuste de apenas 12% apresentado pelo Sinduscon-MS, que representa as indústrias de construção civil de MS. Nesta terça-feira (10) deve ser realizada reunião entre representantes dos...

Arquivo Publicado em 10/05/2011, às 10h56

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Os trabalhadores da construção de Mato Grosso do Sul, representados pela Fetricom, continuam com indicativo de greve em diversos municípios, estabelecido último dia 5, quando receberam proposta de reajuste de apenas 12% apresentado pelo Sinduscon-MS, que representa as indústrias de construção civil de MS.


Nesta terça-feira (10) deve ser realizada reunião entre representantes dos trabalhadores e das empresas para tentar encerrar a discussão, e fechar um acordo de reajuste.


No início das negociações a Fetricom-MS pediu 30% de aumento para a convenção 2011/2012. De acordo com o presidente da federação, Weberton Sudário da Silva, a classe aceitou diminuir o reajuste para 12%, desde que os patrões aceitem a inclusão de benefícios, tais como a melhora da cesta básica, vale transporte, inclusão de plano de saúde e fim do pagamento assistencial pelos trabalhadores.


“As empresas deram sinal de que vão aceitar, mas se elas recuarem, a greve acontece com certeza”, avisa Weberton. Ainda segundo ele, os funcionários da construção civil estão mobilizados e revoltados com as atuais condições de trabalho.


Atualmente o piso acordado para a função de servente é de apenas R$ 532,00, ou seja, R$ 13,00 abaixo do salário mínimo nacional. Já a função de pedreiro recebe R$ 723,00, apenas R$ 178,00 a mais do mínimo legal.


A proposta salarial apresentada pela Fetricom-MS para convenção 2011/2012 era de 30% de reajuste, mais na rodada de negociação os patrões apresentaram apenas 12% de reajuste, índice que sequer garante um piso de referência com base no salário mínimo, no próximo ano,previsto para R$ 611,00, já negociada com as centrais sindicais e o Governo Federal.

Jornal Midiamax