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Teresópolis cancela Carnaval investir em reconstrução

O Carnaval oficial de Teresópolis foi cancelado, em razão da tragédia que arrasou a cidade e deixou mais de 344 mortos no município. A prefeitura entrou em um acordo com a liga das escolas de samba locais. Ficou resolvido que o dinheiro de apoio às agremiações será destinado à recuperação da cidade. O dinheiro será […]

Arquivo Publicado em 27/01/2011, às 16h45

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O Carnaval oficial de Teresópolis foi cancelado, em razão da tragédia que arrasou a cidade e deixou mais de 344 mortos no município.

A prefeitura entrou em um acordo com a liga das escolas de samba locais. Ficou resolvido que o dinheiro de apoio às agremiações será destinado à recuperação da cidade.

O dinheiro será encaminhado ao Fundo Emergencial SOS Teresópolis.

Tragédia das chuvas

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal foram as mais afetadas e decretaram estado de calamidade pública.

Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. O número de mortos passa de 800 e também há mais de 500 desaparecidos.

No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Nesta quinta-feira (27) a presidente volta ao Estado para anunciar a entrega de 2.000 casas para desabrigados nas três cidades.

Na última segunda-feira (24), casas em áreas interditadas começaram a ser demolidas em Nova Friburgo. Além das casas que serão construídas pelo governo federal, 8.000 serão feitas pelo governo estadual.

O Estado ainda estuda os terrenos que abrigarão os novos imóveis, para fazer toda a preparação necessária e oferecer a infraestrutura para a instalação dos condomínios.

Além dos novos apartamentos, o Estado espera recursos do Banco Mundial, de até R$ 850 milhões, para obras de contenção e compra de áreas para a construção de residências nas cidades afetadas. A expectativa do governo fluminense é que R$ 350 milhões já sejam liberados em abril.

Jornal Midiamax