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Sandro Morel, PM morto após troca de tiros com PF em Dourados, é promovido por ‘bravura’

O soldado da PM, Sandro Morel foi promovido por ‘ato de bravura’ à Cabo da PM, segundo o Diário Oficial do Estado de MS. Morto no dia 8 de maio de 2011, Dia das Mães, após ‘batida’ que levou a troca de tiros com o policial federal, Leonardo Pacheco. Segundo informações do 3° BPM em […]

Arquivo Publicado em 11/11/2011, às 20h44

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O soldado da PM, Sandro Morel foi promovido por ‘ato de bravura’ à Cabo da PM, segundo o Diário Oficial do Estado de MS. Morto no dia 8 de maio de 2011, Dia das Mães, após ‘batida’ que levou a troca de tiros com o policial federal, Leonardo Pacheco.


Segundo informações do 3° BPM em Dourados, batalhão de Sandro, a promoção do soldado se deu, não pela operação que levou o policial à morte, mas por ato anterior. Informações dão conta de que ele foi promovido devido à operação em que trocou tiros com bandidos.


O processo de promoção já estava na mesa do Comandante-Geral da polícia militar havia algum tempo, sendo que a promoção passa a contar da data de 13 de junho 2010. Segundo o Diário oficial, a promoção de Sandro se dá “por ter praticado atos não comuns de coragem e audácia que, ultrapassando os limites do cumprimento do dever, representam feitos indispensáveis às operações desenvolvidas pelo Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, devidamente comprovado em Investigação Sumária por Conselho Especial”.


Denúncia


A denúncia feita pelo MPE foi aceita pela justiça que aguarda agora o término do inquérito para dar continuidade ao processo. Segundo a polícia, ainda não há prazo definido para o término das investigações e não há a possibilidade de o processo ser arquivado antes de julgado, uma vez que trata-se de denúncia já acatada pela justiça.


O Caso


O PM Sandro Morel foi morto a tiros pelo PH Leonardo Pacheco. Segundo consta em inquérito, a morte aconteceu após batida. A ‘operação’ que culminou com a morte de Morel e com ferimentos do também PM José Pereira de Souza e do policial federal Leonardo Lima Pacheco teria acontecido depois que A Guarda Municipal Zilda Aparecida Rodrigues Ramires que mantinha contato com Leonardo por MSN (Mensseger) teria sido convidada pelo PF para manter relações sexuais em troca de drogas. Leonardo não sabia que a mulher era da Guarda Municipal.


Zilda então teria dito a Sandro Morel que o policial federal Leonardo seria traficante de drogas. Zilda, Sandro e o PM José Pereira teriam ido até o apartamento do policial federal para pega-lo em ‘flagrante’. A decisão de fazer a batida teria surgido de Sandro, segundo depoimento da GM. Teria havido então uma troca de tiros que matou Sandro. O tiro teria partido da arma do policial federal.


Segundo a defesa do federal, Sandro teria anunciado a batida em ‘voz baixa’, o que não seria de ‘praxe’ em operações como essa, o que teria gerado a troca de tiros.


Combate ao tráfico


Em matéria de 14 de junho de 2011, exibida pelo programa matinal ‘Hoje em Dia’ da TV Record e posteriormente ‘postado’ no canal R7, da emissora na internet, Sandro foi apontado como herói e informa que o policial militar estava trabalhando para combater o tráfico de drogas.


Trechos da conversa entre o policial federal Leonardo com a guarda municipal foram reproduzidos na reportagem, indicando que a servidora teria descoberto um ponto de droga e acionado o Serviço Reservado da PM para atuar no caso. O vídeo contendo a reportagem está atualmente ‘indisponível’ no site R7.


Sandro Morel era sobrinho de João Morel. João, assim como o pai de Sandro, teria sido um dos principais controladores do tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai e teria sido assassinado a mando de um ex-colaborador no tráfico, Fernandinho Beira-Mar. Porém após a morte do pai, a família de Sandro teria afastado da família Morel.


Antes de ser PM, Sandro prestou serviço militar na Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados onde chegou ao posto de Cabo. Após a morte, Sandro Morel é novamente alçado a tal posição. Sandro era casado, e pai de dois filhos. Segundo informações o PM era um bom pai e bom marido.

Jornal Midiamax