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População de Dourados começa a colher ‘frutos’ da Uragano na ‘hora da morte’

Antes de derrubado esquema que pôs na cadeia políticos e empresários da cidade, famílias eram reféns de apenas uma funerária na hora de enterrar um ente querido; agora, com o fim do monopólio nas licitações, município possui três funerárias

Arquivo Publicado em 12/01/2011, às 17h39

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Antes de derrubado esquema que pôs na cadeia políticos e empresários da cidade, famílias eram reféns de apenas uma funerária na hora de enterrar um ente querido; agora, com o fim do monopólio nas licitações, município possui três funerárias

Até o dia 30 de agosto do ano passado a população douradense tinha apenas uma opção para encomendar o funeral de um parente morto.

Somente a empresa Funerária Bom Jesus pertencente ao grupo empresarial de Sizuo Uemura explorava este tipo de serviço em Dourados.

Com a deflagração da Operação Uragano pela Polícia Federal em primeiro de setembro muito coisa começou a mudar em Dourados. A PF desmantelou um esquema de fraudes em licitações e, quem participava da trama, vencia os certames.

As prisões do ex-prefeito Ari Artuzi; do ex-vice Carlinhos Cantor; do ex-presidente da Câmara Sidlei Alves, de nove vereadores, secretários municipais, empresários e servidores públicos foram um divisor de águas na política de Dourados e acabou culminando com a realização de eleição fora de época para a escolha do novo prefeito marcada para seis de fevereiro.

Depois de três meses de prisão, Artuzi, Cantor e Sidlei resolveram renunciar a seus cargos e abriram caminho para a realização de novas eleições.

O primeiro fruto positivo provocado pela Operação Uragano, depois da renúncia dos três agentes políticos foi a abertura de mais duas empresas funerárias em Dourados.

Antes disso, somente as empresas de Sizuo comandava os serviços funerários do município.

A cidade também ganhou um novo cemitério particular que está sendo implantando ao lado do antigo Cemitério Parque Dourados também privado. Foi decretado finalmente o monopólio no setor.

A segunda empresa a ser aberta foi a Nacional pertencente ao mesmo proprietário do Cemitério Parque Dourados. Esta empresa também oferece os chamados serviços de “Pax” concorrendo diretamente com a Pax Primavera do Grupo Uemura.

A terceira empresa funerária a abrir as portas em Dourados é a Funerária e Pax Nipo Brasileira ligada a um empresário de Campo Grande. A Nipo Brasileira a exemplo da Nacional também vai concorrer com a Pax Primavera no oferecimento de serviços de “Plano de Assistência a Família”.

Neste plano de assistência à família estas empresas cobram uma taxa mensal que dá direito ao funeral de todos os parentes e também descontos em hospitais, consultas médicas e outros tipos de serviços. Apenas a empresa Nipo Brasileira não tem um cemitério próprio para fazer os sepultamentos.

Jornal Midiamax