Rivaldo tem sido bastante utilizado pelo técnico Adilson Batista no São Paulo, mas o meia poderia estar do outro lado da rivalidade no clássico deste domingo contra o Palmeiras, às 16h (de Brasília), no Morumbi. Aos 39 anos, o campeão do mundo com a Seleção Brasileira retornou a seu país natal e tinha como prioridade vestir a camisa do Verdão, que já havia defendido entre 1994 e 96. Como Luiz Felipe Scolari não se interessou, Rivaldo acabou acertando com o Tricolor.

O Morumbi receberá o primeiro reencontro efetivo entre os dois, que conquistaram juntos a Copa em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Em fevereiro, pelo Campeonato Paulista, Rivaldo já era jogador do São Paulo, mas entrou apenas nos minutos finais do empate por 1 a 1 no clássico, realizado também no Morumbi. Na ocasião, Rivaldo e Felipão se cumprimentaram, e a mágoa do meia parece ter sido superada.

– Não tenho nada contra o Felipão. No Paulistão, fui abraçá-lo. Tempos atrás falei com ele por telefone também. É uma grande pessoa, conviveu comigo no Uzbequistão por dez meses, me levou para uma Copa do Mundo e sou grato – assegurou o são-paulino.

Com jogadores experientes como Marcos (38 anos) e Marcos Assunção (34), Felipão não queria mais um veterano entre os titulares do Palmeiras. Afinal, o técnico tem um esquema que prioriza a velocidade, sem espaço para um nome como Rivaldo. Em fevereiro, antes do primeiro clássico contra o meia, Felipão chegou a se irritar quando foi perguntado sobre um possível veto ao jogador.

– Se eu tenho um goleiro com 38 anos, um meia com 34, daqui a pouco vou eu, com 62, jogar também. Se eu tenho Valdivia e Lincoln, vou acumular cinco em uma posição e zero em outra? Está na hora de acabar com essas coisas que são bobagens. Ele escolheu jogar ali e acabou – disparou Felipão, na época.

Apesar do problema, Felipão e Rivaldo tiveram momentos de sucesso trabalhando juntos. Em 2002, o meia foi, ao lado de Ronaldo, peça fundamental na conquista do pentacampeonato mundial. O técnico vivia momento difícil depois de uma eliminação precoce na Copa América e uma classificação suada nas Eliminatórias. A partir daí, depositou grande parte de sua confiança em Rivaldo e não se arrependeu – o meia ditou o ritmo da equipe e fez cinco gols na Copa.

Depois, a dupla voltou a trabalhar em conjunto no Bunyodkor, do Uzbequistão, entre 2009 e 2010. Lá conquistaram juntos um campeonato nacional, e se separaram na metade de 2010, quando Felipão assumiu o comando do Palmeiras. Seis meses depois, Rivaldo também retornou ao Brasil e esperava uma nova parceria com o técnico. Neste domingo, o Palmeiras não terá o meia Valdivia, suspenso. Bem que o técnico gostaria de ter o velho parceiro a seu favor…