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Otan admite erro em bombardeio que atingiu civis em Trípoli

A Organização do Atlântico Norte (Otan) admitiu que uma falha no sistema de armamento pode ter resultado na morte de civis líbios, durante um ataque aéreo promovido pela aliança militar ocidental em Trípoli na madrugada de hoje (19). Em comunicado, a aliança disse que tinha como objetivo atingir um alvo militar na capital líbia, mas […]

Arquivo Publicado em 19/06/2011, às 21h57

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A Organização do Atlântico Norte (Otan) admitiu que uma falha no sistema de armamento pode ter resultado na morte de civis líbios, durante um ataque aéreo promovido pela aliança militar ocidental em Trípoli na madrugada de hoje (19).


Em comunicado, a aliança disse que tinha como objetivo atingir um alvo militar na capital líbia, mas “aparentemente uma arma” não caiu no lugar certo.


“A Otan lamenta a perda de vidas civis inocentes e toma grande cuidado ao conduzir ataques contra um regime [o do líder Muamar Khadafi] determinado a usar a violência contra os seus cidadãos”, declarou em comunicado o tenente-general Charles Bouchard, comandante de operações da operação na Líbia.


Bouchard afirmou que a Otan está investigando os detalhes do episódio. Segundo o comunicado, todas as missões “são planejadas e executadas com enorme cuidado para evitar mortes de civis”.


A aliança está atuando na Líbia com o apoio de uma coalizão internacional e dentro de uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), sob a justificativa de proteger a população líbia, ao atingir alvos do regime de Khadafi.


O prédio destruído pelo ataque fica em Souk Al-Juma, uma área residencial localizada a cerca de 1,5 quilômetros de um campo de pouso militar que já foi diversas vezes atacado pelas forças ocidentais.


Na última quinta-feira, um bombardeio por engano da Otan contra combatentes rebeldes próximo à cidade de Ajdabiya, no leste da Líbia, feriu 16 homens. A coalizão militar se desculpou pelo caso.


No último dia 8, ministros da Defesa de países membros da Otan afirmaram que a organização vai permanecer na Líbia “o tempo necessário” e mobilizar os “meios necessários” para a campanha militar contra Khadafi.


Depois da reunião para avaliar os três meses de ataques aéreos em território líbio, os ministros dos países-membros divulgaram uma declaração na qual informaram que estão “determinados a continuar a operação para proteger o povo líbio”.

Jornal Midiamax