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Oracle derruba Nasdaq, S&P e Dow ficam firmes

Ações do setor de tecnologia despencaram nesta quarta-feira e provocaram uma queda de 1 por cento no Nasdaq após a Oracle apurar resultados que lançaram dúvidas sobre o setor, mas o Dow Jones e o S&P 500 tiveram ligeira alta em um dia de baixo giro financeiro. O índice Dow Jones, referência da bolsa de […]

Arquivo Publicado em 21/12/2011, às 23h45

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Ações do setor de tecnologia despencaram nesta quarta-feira e provocaram uma queda de 1 por cento no Nasdaq após a Oracle apurar resultados que lançaram dúvidas sobre o setor, mas o Dow Jones e o S&P 500 tiveram ligeira alta em um dia de baixo giro financeiro.


O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,03 por cento, para 12.107 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve valorização de 0,19 por cento, para 1.243 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,99 por cento, para 2.577 pontos.


Exceto pelo Nasdaq, o mercado se recuperou de perdas sofridas mais cedo quando alguns temores recentes sobre a Europa se atenuaram. Operadores tentaram juntar impulso para um rali no fim do ano e, possivelmente, anular a queda de 1,1 por cento do S&P 500 acumulada em 2011.


Após o fechamento do mercado na terça-feira, a Oracle divulgou lucros e vendas abaixo das expectativas do mercado pela primeira vez em uma década. A gigante do software se junta a uma crescente lista de empresas, incluindo algumas das maiores e mais antigas do setor de tecnologia, cujos resultados e previsões alarmaram o mercado quanto às condições dos negócios.


A ação da companhia despencou 12 por cento com um forte volume e teve o maior declínio no Nasdaq 100. Papéis de outras companhias de tecnologia também recuaram. A IBM foi quem mais pesou sobre o Dow, caindo 3,1 por cento. A ação da Cisco teve desvalorização de 2,6 por cento. O índice de semicondutores Philadelphia registrou oscilação negativa de 1,2 por cento.


“A Oracle está relacionada ao setor de tecnologia, mas há preocupações de que isso possa se relacionar com a economia em geral”, disse Brad Sorensen, diretor de mercado e análise setorial da Charles Schwab, em Denver. “Não estamos prontos para ir tão longe ainda, mas isso mostra que as empresas estão inseguras sobre a situação econômica, especialmente com toda a incerteza sobre a Europa”.


Apesar disso, Sorensen disse que o volume fraco antes dos feriados no Natal e no Ano Novo pode exacerbar a volatilidade do mercado, tornando suas oscilações “um pouco mais dramáticas que o normal”.


Jornal Midiamax