Diplomatas na Organização das Nações Unidas (ONU) informaram ter chegado a um acordo para liberar US$ 1,5 bilhão em ativos congelados do governo líbio para atender necessidades humanitárias urgentes. O dinheiro havia sido congelado por sanções da própria ONU contra o regime de Muamar Khadafi.

A África do Sul havia bloqueado o acordo, por temer que parte do dinheiro fosse parar na mão dos líderes rebeldes, a quem não reconhece.

Os Estados Unidos tentaram forçar uma votação no Conselho de Segurança da ONU, mas a África do Sul concordou com o acordo no último minuto, após referências ao governo rebelde serem retiradas da resolução.

A Itália também anunciou que irá liberar mais de US$ 500 milhões em ativos congelados do regime líbio para ajudar o Conselho Nacional de Transição (CNT).

O CNT diz que precisa do dinheiro para pagar salários atrasados de servidores líbios e para manter os serviços e instalações de petróleo, vitais na recuperação do país.