Após testemunhas relatarem explosões e rajadas de tiros em diversos bairros de Trípoli neste sábado (20), o ministro da Informação do governo líbio, Moussa Ibrahim, confirmou que “pequenos” grupos de rebeldes invadiram a capital do país, mas foram detidos por tropas pró-Khadafi.

Segundo Ibrahim, Muammar Kadhafi continua governante do país e a capital Trípoli está protegida. Ele afirmou que entre os presos há argelinos, tunisianos e egípcios. Os comentários foram mostrados pela televisão estatal.

A mesma televisão transmitiu horas depois, em tempo real, um pronunciamento de Muammar Kadhafi parabenizando os líbios pela “eliminação dos ratos” (em referência aos rebeldes) e ainda acusou o presidente francês, Nicoláz Sarkozy, de ser responsável pelos ataques.

Um representante do grupo de rebeldes disse que há confrontos com as forças do governo próximos à base militar Mitiga e que “existe um número desconhecido de rebeldes mortos no distrito de Tajourah e que há bairros sem eletricidade”.

Abdel Hafiz Ghoga, número dois do Conselho Nacional de Transição, que reúne os opositores da ditadura, disse que “as próximas horas serão cruciais” no combate contra o governo atual.

Segundo Ghoga, o conselho apoia os rebeldes que cercam Trípoli e que muitos comandantes e apoiadores de Kadhafi fugiram da capital.

Mais cedo, um porta-voz do governo afirmou que os conflitos estariam sendo controlados.