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Mesmo gastando com segurança, UFMS não gera tranqüilidade no Campus

O contrato emergencial deve ser prorrogado por mais três meses para manter o serviço de segurança na instituição.

Arquivo Publicado em 12/11/2011, às 10h15

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O contrato emergencial deve ser prorrogado por mais três meses para manter o serviço de segurança na instituição.

A pró-reitoria de Administração da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) contratou a empresa Transamérica Serviços de Vigilância e Segurança Ltda, pelo período de três meses.

O contrato emergencial número 53/2011, processo número 23104.008707/2011-62, foi assinado no dia 21 de setembro de 2011, pelo pró-reitor de Administração, Professor Doutor Júlio Cesar Gonçalves, no valor de R$ 383.100.

A contratação da empresa prestadora de serviço de vigilância armada é para atuar nos campus da UFMS em Campo Grande, Aquidauana, Corumbá e Três Lagoas, além do NHU (Núcleo do Hospital Universitário).

De acordo com o objeto do contrato, a empresa deve trabalhar para proteger o patrimônio público e garantir a integridade física dos servidores, acadêmicos e demais usuários da universidade.

Manutenção

De acordo com a Assessoria de Comunicação da UFMS, o contrato emergencial será prorrogado por mais três meses, com a mesma empresa.

Além disso, uma licitação está em andamento para atender as necessidades da segurança nos Campus da instituição.

Segurança

Apesar do contrato emergencial no valor de R$ 383.100, os acadêmicos não se sentem seguros no Campus da instituição.

Ludiele Castro, de 22 anos, tem medo de sofrer assalto, ou qualquer outro tipo de violência ao circular pelo Campus e prefere fazer caminhos mais longos, mas que são mais seguros. “Minha irmã foi assaltada há dois meses e eu também não vi diferença nenhuma, após o episódio do estupro”.

A jovem relatou que depois que a irmã foi assaltada procurou a central de segurança da UFMS. “O segurança disse que aqui era perigoso e que ele também já havia sido assaltado, tendo a arma furtada”.

A acadêmica não acredita que a segurança melhore. “Aumentar o número de funcionários da segurança seria uma das medidas”, avaliou.

Para o Biólogo Daniel Máximo de Alcântara, de 23 anos, mesmo com a contratação da empresa terceirizada, não houve mudança. “A minha mãe trabalha aqui e se sente mais segura”.

Alcântara acredita que as melhorias devam ocorrer de forma geral. “Precisa de investimento em estrutura também, porque é tudo muito largado”. E acrescentou: “Não dá para investir em uma coisa só”.

Visitantes

A insegurança também é sentida por quem costuma visitar o Campus e a reserva ecológica.

Quase uma hora no Campus, próximo ao Teatro Glauce Rocha e as piscinas, o operador de guindaste, Alexsander de Souza Lima, 33 anos, informou que não viu nenhum segurança no local. “Venho aqui por causa da natureza, mas a questão da segurança não tem”, avaliou.

Lima, que já ouviu falar nos casos de estupro contou que conhece houve uma senhora que foi assaltada perto dos bancos. “O assalto foi perto da agência do HSBC”, finalizou.

Jornal Midiamax