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Mãe dá à luz gêmeos siameses de 4,5 kg e surpreende médicos

Gêmeos siameses, filhos de uma mulher de 23 anos e que já tinha outros três filhos, nasceram no último dia 19 em Anajás, no Pará.  “Eles têm duas cabeças, com dois cérebros funcionais, dois estômagos, duas colunas vertebrais e um só coração”, segundo o obstetra José Brasil, que realizou o parto no Hospital Municipal de […]

Arquivo Publicado em 26/12/2011, às 17h30

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Gêmeos siameses, filhos de uma mulher de 23 anos e que já tinha outros três filhos, nasceram no último dia 19 em Anajás, no Pará.  “Eles têm duas cabeças, com dois cérebros funcionais, dois estômagos, duas colunas vertebrais e um só coração”, segundo o obstetra José Brasil, que realizou o parto no Hospital Municipal de Anajás.


“A mãe já tinha outros três filhos pequenos e estava previsto para realizarmos um parto normal. Só que ela tinha acabado com a dilatação e não conseguia ter o bebê. Percebemos que a criança era grande e estava sentada. Por isso, optei pela cesariana. Quando vi a criança, levei um susto. Toda a equipe médica se surpreendeu”, disse.


A mãe e as crianças passam bem e estão em estado estável. Os gêmeos foram transferidos para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Belém e foram batizados pela mãe como Emanuel e Jesus. O bebê nasceu com cerca de 4,5 quilos.


O médico diz ter visitado no domingo (25) os bebês, que agora estão sob cuidados de outra equipe, e que “os especialistas, até o momento, descartaram uma intervenção cirúrgica”. “As crianças estão em estádo estável e possuem dois cérebros funcionais. Eles estão sendo monitorados e há apenas um problema respiratório, por isso está sendo usada ventilação de auxílio. A mãe está em um centro de apoio do governo, para poder amamentar”, acrescentou o médico.


Segundo a secretária Municipal de Saúde de Anajás, Dilma da Silva Soares, a mãe não foi submetida a ultrassom, porque na cidade não há o aparelho.


“A mãe mora na zona rural da cidade, que é distante, mas vinha todo mês para o hospital realizar os exames de rotina durante o pré-natal. Na cidade, não temos aparelho de ultrassom, mas estamos trabalhando para adquirir um logo para melhorar a assistência às gestantes”, diz Dilma.


“A mãe ficou assustada quando viu as crianças, claro, mas falamos para ela que o filho tinha um problema. Agora ela está bem, mais tranquila”, informou o obstetra.

Jornal Midiamax