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Líbia nega estar desobedecendo à trégua e descarta ataque a Benghazi

A presença de forças leais a Muammar Kadhafi próximo a Benghazi não viola o cessar-fogo imposto pela ONU, disse nesta sexta-feira (18) o vice-chanceler da Líbia, Khaled Kaim. Ele negou relatos de que os bombardeios teriam continuado apesar do cessar-fogo e afirmou que o governo não tem planos de atacar a fortaleza dos rebeldes, no […]

Arquivo Publicado em 18/03/2011, às 22h04

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A presença de forças leais a Muammar Kadhafi próximo a Benghazi não viola o cessar-fogo imposto pela ONU, disse nesta sexta-feira (18) o vice-chanceler da Líbia, Khaled Kaim.


Ele negou relatos de que os bombardeios teriam continuado apesar do cessar-fogo e afirmou que o governo não tem planos de atacar a fortaleza dos rebeldes, no norte do país.


“Consideramos a presença do Exército importante para a segurança dos cidadãos”, disse. “Isso não viola o cessar-fogo.”


“O cessar-fogo significa nenhuma operação militar, grande ou pequena. As forças armadas estão fora de Benghazi e não têm intenção de entrar na cidade.”


A TV Al Jazeera relatou à noite que tropas leais ao ditador, contestado há mais de um mês por uma revolta popular, estavam avançando rapidamente rumo a Benghazi, combatendo rebeldes a cerca de 50 km da cidade. A France Presse relatou que há disparos na cidade.


A França, o Reino Unido, os EUA e os países árabes deram nesta sexta um ultimato a Kadhafi, um dia após a ONU ter dado sinal verde a uma ação militar contra o governo do país do norte da África.


Em documento, os países pedem que Kadhafi paralise imediatamente sua campanha militar na cidade de Benghazi. Caso contrário, os países iriam intervir militarmente, como autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU.


Eles também pedem que o governo líbio retire suas tropas de três cidades: Misrata, Zawiyah e Ajdabiya.


“A resolução 1973 adotada pelo Conselho de Segurança impõe obrigações bem claras e que devem ser respeitadas”, afirma o comunicado da presidência francesa.


O documento, divulgado pela Presidência da França, também pede que as autoridades líbias religuem os serviços de fornecimento de gás, eletricidade e água nas cidades onde eles foram cortados.

Jornal Midiamax