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Lei quer proibir consumo de bebida alcoólica em via pública

Após denúncias de moradores da região da avenida Manoel da Costa Lima, noticiado primeiramente pelo Midiamax, onde jovens estariam bebendo até altas horas da madrugada e fazendo algazarras, inclusive com garotas seminuas ou totalmente nuas dançando em cima dos carros, os vereadores da capital Paulo Siufi (PMDB) e Lídio Lopes (PP) propuseram nesta quinta-feira (10) […]

Arquivo Publicado em 10/11/2011, às 15h12

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Após denúncias de moradores da região da avenida Manoel da Costa Lima, noticiado primeiramente pelo Midiamax, onde jovens estariam bebendo até altas horas da madrugada e fazendo algazarras, inclusive com garotas seminuas ou totalmente nuas dançando em cima dos carros, os vereadores da capital Paulo Siufi (PMDB) e Lídio Lopes (PP) propuseram nesta quinta-feira (10) a votação do Projeto de Lei complementar número 215/09, que visa proibir o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas da capital.


Paulo Siufi disse que depois dos recentes casos de baderna na avenida Manoel da Costa Lima, envolvendo jovens campo-grandenses em verdadeiras orgias em vias públicas, eles resolveram pautar o projeto que acrescenta novo dispositivo ao Código de Policia Administrativa do Município, proibindo o consumo de bebidas alcoólicas dentro do perímetro dos postos de serviços e de abastecimentos de veículos e às conveniências em geral.


Segundo o presidente da Casa de Leis, a pauta se deve às inúmeras solicitações e manifestações da sociedade que cobram medidas urgentes.


O presidente da Associação de amigos do Jardim das Meninas, Márcio Costa Queiros, 40 anos, é um deles. “Vim aqui hoje acompanhar a votação. Sou a favor da lei. A minha região é muito problemática, uma lei mais severa ajudaria a combater a bagunça que tem lá”, diz.


Segundo Costa, na região em que mora há uma conveniência onde várias pessoas já foram mortas. Ele acredita que o excesso de bebida e a falta de fiscalização no local incentiva essas pessoas a agirem de “qualquer maneira”.


Para o professor e presidente da Associação dos Moradores da Vila Progresso, Valmir Ribeiro, 33 anos, a lei é mais uma que não vai funcionar. Ele reclama do pouco número de policiais nessas áreas de risco e diz que o que falta é mais segurança e aplicação da lei que já existe – a Lei Seca.


“Não adianta ficar inventando novas leis, eles precisam fiscalizar e cobrar o que já esta aí. Além disso, é preciso ter mais policiais nestes pontos. Quando a gente chama a polícia, demora muito para chegar”.


Ribeiro disse que na região onde mora está uma das conveniências que têm sido citadas na imprensa. Segundo ele, no local já morreram três, e apesar de ter posto policial perto nada é feito.


Quem também cobra da autoridade aplicação da Lei seca e mais segurança são os donos de postos de combustíveis. O empresário Valmir Faleiros, 50 anos, aponta: temos Lei Seca, que se cumpra o que já existe, em vez de criar novas leis que atrapalham a gente que está trabalhando.


Sergio Ancelmo, 37 anos, que também é dono de posto de combustível reforça o que Faleiros disse. Para ele, a lei vem apenas atrapalhar quem trabalha, paga imposto e gera emprego.


Já o diretor do sindicato dos postos de combustíveis e conveniência, José Laureano Ribeiro, 52 anos, busca o consenso. Ele disse que não é contra a lei, mas que é preciso mudar alguns dispositivos. Pois, segundo ele, não é o dono do posto de gasolina e conveniência que tem que ser punido.


“O empresário monta um comércio, gera emprego, paga imposto, ai vem a opinião pública e o trata como se ele fosse o bandido. Nós não somos coniventes com a bagunça. Queremos trabalhar em paz”, dispara.


Segundo Laureano, em Campo Grande tem 160 postos de combustíveis e destes apenas três funcionam com conveniência 24h. “Não é ai que está o problema”.


A justificativa da lei para proibir a aglomeração, principalmente nos postos de gasolina e conveniência se deve porque na maioria dos casos essas movimentações acontecem diante desses locais tirando o sossego dos moradores em regiões residenciais da cidade.

Jornal Midiamax