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Júri entende que Zeolla matou por ‘emoção’ e o condena a 8 anos em regime semiaberto

O procurador de Justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla, 46, foi condenado a 8 anos de prisão em regime semiaberto por ter matado a tiro o sobrinho Cláudio Zeolla, 24, em março de 2009, na rua Bahia, uma das mais movimentadas de Campo Grande. O julgamento durou em torno de sete horas e meia. O corpo […]

Arquivo Publicado em 21/06/2011, às 19h35

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O procurador de Justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla, 46, foi condenado a 8 anos de prisão em regime semiaberto por ter matado a tiro o sobrinho Cláudio Zeolla, 24, em março de 2009, na rua Bahia, uma das mais movimentadas de Campo Grande. O julgamento durou em torno de sete horas e meia. O corpo de jurado entendeu que o réu matou a vítima, motivado por uma “forte emoção”. Zeolla deve ficar internado no hospital onde, desde o crime, trata de doença psiquiátrica.

A pena de Zeolla, que poderia alcançar entre 12 e 30 anos de prisão, foi aliviada porque os jurados – quatro homens e três mulheres – entenderam que o assassinato teve relação direta com a briga da vítima e o avô, pai do procurador, dias antes do crime.

Cláudio Zeolla teria empurrado o avô Américo Zeolla, ex-combatente de guerra, morto em abril do ano passado, durante uma discussão sobre o uso de um ventilador. Américo teria caído no chão e machucado as costas e o peito, ferimentos que exigiram que ele fosse levado para o hospital.

O procurador ficou sabendo e quis dar uma surra no sobrinho, mas não encontrou na noite anterior ao crime. No dia seguinte, contudo, armado com o revólver do pai, ele esperou que o sobrinho saísse da academia e o surpreendeu com um tiro na nuca.

Zeolla ficou preso por três dias, depois foi levado para o hospital alegando problemas psiquiátricos. Ali está até hoje.

A defesa quis incriminar o procurador por homicídio qualificado, contudo ele fora condenado por “homicídio privilegiado, sem dolo, sob o domínio de forte emoção”.

Ao deixar o fórum, Zeolla pouco comentou o julgamento. “Há momentos para falar, há momentos para ficar quieto. A justiça foi feita”, resumiu.

A defesa pode entrar com prerrogativa de relaxamento, porém, segundo seu advogado, o criminalista Ricardo Trad, por enquanto o procurador vai permanecer internado.

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Jornal Midiamax