O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), subiu 0,33% na segunda prévia do mês de agosto, informou nesta segunda-feira (22) a Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês passado, no mesmo período, o indicador, usado para reajustar contratos de aluguéis, tinha caído 0,21%.

Entre os três componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aumentou 0,45%, ante a queda de 0,38% referente à segunda prévia de julho. O resultado teve o impacto da taxa dos bens finais, que subiu de -0,01% para 0,80%, refletindo alta no subgrupo de alimentos processados.
 
Já o índice referente ao grupo bens intermediários caiu de 0,16% para -0,50% entre julho e agosto. O destaque é o subgrupo materiais e componentes para manufatura, que registrou, no período, queda de 0,20% para -1,15%. O índice referente a matérias-primas brutas subiu de -1,5% para 1,29%, refletindo aumento no preço da soja em grão (de -2,44% para 1,74%), de suínos (de -7,02% para 19,76%) e de bovinos (-0,82% para 2,56%). Ficaram mais baratos o trigo em grão (de 1,24% para -2,48), o milho (de -0,68% para -0,85%) e o leite in natura (de 1,12% para 0,71%).

Outro componente do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também subiu, para 0,08% em agosto, depois da queda de -0,11% no mesmo período do mês anterior. Foram registrados aumentos em cinco das sete classes de despesas, entre elas alimentação (de -0,85% para 0,13%), refletindo a alta de preços das frutas e laticínios.
 
As taxas dos grupos habitação; despesas diversas; transporte; e educação, leitura e recreação também ficaram mais elevadas. Pesaram nesse aumento, respectivamente, o aluguel residencial (de 0,26% para 0,61%), a cerveja (-0,66% para 1,09%), a gasolina (-0,73% para -0,08%) e o show musical (de -2,24% para 1,85%)
 
Já os grupos vestuário e saúde e cuidados pessoais tiveram diminuição de preços, de 0,37% para -0,75% e de 0,41% para 0,37%, respectivamente.

Último componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,18% na segunda prévia de agosto. No mesmo período de julho, o aumento foi 0,63%. O indicador que representa o custo da mão de obra teve alta de 0,04%, depois de ter subido 0,9% na mesma comparação.
 
Para calcular o IGP-M, a Fundação Getulio Vargas pesquisou preços entre os dias 21 de julho e 10 de agosto.