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Família de aluno denuncia discriminação em escola estadual

A família do adolescente Jorge, de 16 anos de idade, que passou mal no dia 5 de maio do ano passado na Escola Estadual Silvio Oliveira dos Santos e com isso teve complicação nos testículos, entrou em contato com a reportagem para relatar que o estudante foi alvo de chacota por um dos funcionários da escola. […]

Arquivo Publicado em 13/02/2011, às 18h23

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A família do adolescente Jorge, de 16 anos de idade, que passou mal no dia 5 de maio do ano passado na Escola Estadual Silvio Oliveira dos Santos e com isso teve complicação nos testículos, entrou em contato com a reportagem para relatar que o estudante foi alvo de chacota por um dos funcionários da escola.

Segundo a família do aluno, no início das aulas, na semana passada, um dos coordenadores da escola teria ido até a sala de aula onde o adolescente estuda e falou para os alunos passarem o número de telefone, pois teriam “alguns estudantes que passam mal, não avisam e chamam a vovó”.

O aluno que cursa o 7° ano na escola, passou mal e desmaiou de dor enquanto a avó era chamada pela direção da escola, porque o Samu teria informado que demoraria uma hora para prestar socorro.

Jorge na época passou mal por volta das 8h, foi até a sala da diretora e pediu ajuda. “Ele diz que ela falou para ele ‘esperar um pouco’, momento em que o aluno se dirigiu ao banheiro dos professores e desmaiou de dor.

A avó foi avisada por volta das 8h30, por um coordenador que disse que ela teria de ir até à escola para socorrer o neto. Ele contou que chamaram o Samu, mas o serviço de emergência teria dito que não poderia fazer o atendimento.

O Samu informou à reportagem que na data não há registros de chamadas de escola, nome do aluno ou endereço do estabelecimento de ensino.

“A minha mãe tinha acabado de fazer uma cirurgia do coração, ela foi lá e pegou o meu filho no colo e o levou no carro dela”, desabafa a mãe do aluno, a dona de casa Ana Cristina de Lima.

A avó de Jorge o levou até posto de saúde do Aero Rancho de onde foi encaminhado ao Hospital Universitário e levado imediatamente para o centro cirúrgico. Depois, Jorge ficou três dias internado e 40 dias em repouso absoluto em casa.

Segundo a família, o adolescente sofre de “veia torta”, que se rompeu e lhe causou complicações.

A família desconfia que não quiseram utilizar carros particulares para não sujarem os veículos. Na época a diretora da escola garantiu que o Samu foi acionado imediatamente e que poucos minutos depois do pedido do socorro, teriam ligado informando que a ambulância demoraria mais de uma hora devido ao excesso de atendimentos naquela manhã.

Também na época a diretora Elizabeth Tieme Hashimoto Henn, disse: “nós não temos um protocolo de como agir quando um aluno passa mal, mas seguimos o bom senso. O primeiro passo é chamar o Samu, e comunicar a família. Nós ligamos na casa do Jorge, mas o telefone deles no cadastro estava desatualizado”.

Perseguição

Além dos problemas enfrentados pelo adolescente, a mãe do jovem que trabalhava em um Caic (Centro de Atendimento Integral à Criança) também na região do Aero Rancho, contou que começou a ser perseguida.

“Eu estava fazendo o Normal Médio, e como a diretora de lá [escola Silvio Oliveira dos Santos] é amiga da outra diretora [Caic], começaram rixas, falação, reprovei no estágio e a professora fez pouco caso de mim até eu sofrer represálias”, conta Ana Cristina.

Futuro

Jorge treinava futebol e estava pronto para participar de uma seleção no time da Ponte Preta, equipe da cidade de Campinas, interior de São Paulo. A mãe também conta a preocupação do filho em relação a poder ou não ter filhos.

“Ele está psicologicamente abalado, fica acordado de noite assistindo e não quer mais ir à escola”.

Jornal Midiamax